Comércio de Minas tem resultado abaixo do esperado

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O desempenho das vendas do varejo mineiro, em julho, ficou abaixo das expectativas do mercado. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem (13/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta um recuo de 0,9% no comércio varejista ampliado, na comparação com o mesmo mês de 2017, apesar do crescimento das vendas em seis das dez atividades avaliadas.

Os destaques positivos podem ser atribuídos ao comércio de veículos, motocicletas, partes e peças (21,8%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (12,7%); materiais de construção (5,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,9%); artigos farmacêuticos (4,9%); e tecidos, vestuário e calçados (2,1%). Recuaram os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-26%); móveis e eletrodomésticos (-25%); combustíveis e lubrificantes (-22,5%); além de livros, jornais e papelaria (-6,5%).

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, explica que o resultado negativo de julho foi influenciado por três fatores. Um deles é a liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que alavancou as vendas no mesmo período de 2017. “Além disso, no segmento de combustíveis e lubrificantes, a inflação observada em julho deste ano supera – e muito – aquela observada no sétimo mês de 2017. Por fim, a confiança das famílias segue em deterioração”, argumenta.

Para se ter uma ideia, o Índice de Confiança das Famílias (ICF), mensurado pela CNC e pela Fecomércio MG, registrou 71,1 pontos em julho de 2018, muito abaixo do nível de neutralidade (100 pontos). O indicador é inferior, inclusive, àquele registrado no mesmo mês do ano anterior (74,1 pontos).

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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