Melhora a sensação de segurança nos supermercados de BH

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O número de crimes contra supermercados apresentou uma redução expressiva em Belo Horizonte, nos últimos 12 meses. Nesse período, 32,4% dos estabelecimentos registraram algum tipo de violência, o índice mais baixo desde 2013. Na avaliação do ano passado, 54,4% tinham passado por essa situação. Os dados são da pesquisa de Vitimização do Segmento Supermercadista, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios da capital (Sincovaga BH), em parceria com a Fecomércio MG. A Região do Barreiro (66%) revelou o maior número de vítimas, e a Centro-Sul (19,1%) o menor.

Entre as ocorrências deste ano, 68,3% foram assaltos à mão armada a empresários do comércio. Outros episódios são furtos à loja (15,2%), assalto à mão armada a clientes (3,9%) e agressão a empresários (2,2%). Em virtude disso, os investimentos em segurança continuam elevados, representando, em média, até 5% do faturamento de mais de 70% dos entrevistados. Os itens mais utilizados nesses casos são circuito interno de TV (49,5%), alarmes (24%) e trancas nas portas e janelas (7,9%).

De acordo com o presidente do Sincovaga BH, Gilson de Deus Lopes, acabar definitivamente com o problema ainda é um processo difícil. Entretanto, a iniciativa de aproximar a polícia das lojas tem surtido resultados positivos. “Não houve melhoras expressivas no cenário econômico, porém a instalação das unidades móveis de polícia nos bairros, a partir do final de 2017, tem provocado essa sensação maior de segurança, captada pela pesquisa. Por isso, é extremamente importante mantermos um diálogo com os órgãos públicos para garantir ações de prevenção e atacar os principais pontos de forma direcionada”, argumenta.

A analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, lembra que o setor supermercadista vinha sendo um dos principais alvos da violência em Belo Horizonte, com prejuízos diretos e indiretos aos empresários. A redução das ocorrências, agora, também estaria aliada ao aumento da percepção de segurança na cidade, de um modo geral. “Todos os itens que se relacionam à sensação da criminalidade em BH, como a qualidade de vida, melhoraram”, destaca.

Apesar disso, conforme a pesquisa, apenas 20,9% dos empresários consideram seguro trabalhar até mais tarde e só 26,8% não se preocupam em manter a loja aberta aos finais de semana. Além disso, 33,3% modificaram o horário de funcionamento do estabelecimento e 12,4% reforçaram a segurança do local. A maioria das empresas (52,5%) reagiu ou mudou algum processo com medo da violência.

O objetivo da Pesquisa de Vitimização do Segmento Supermercadista é auxiliar todo o setor na promoção de práticas que possam evitar ou reduzir a ocorrência de crimes nos estabelecimentos. Além disso, serve de base para a elaboração de projetos e pesquisas de outros ramos de atividade e para a cobrança de mais políticas públicas que solucionem a questão e proporcionem mais segurança à população.

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