Percepção do cenário econômico piora entre os empresários de BH

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A percepção dos varejistas de Belo Horizonte em relação ao cenário econômico piorou na passagem de julho para agosto, o que contribuiu de modo significativo para o recuo do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) pelo terceiro mês consecutivo. O indicador, apurado pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), totalizou 92,8 pontos contra os 95,5 registrados no levantamento anterior. Assim, se manteve abaixo da zona de satisfação (100 pontos).

A analista de pesquisa da Federação, Elisa Castro, explica que, para 75,9% dos entrevistados, o desempenho da economia está mais fraco nos últimos meses, impactando as projeções futuras. “Após um primeiro semestre positivo, o empresário convive agora com a desvalorização do real, pressões de custos, ritmo fraco de recuperação do mercado de trabalho, além das incertezas do período eleitoral. Assim, a desconfiança aumenta, e ele prefere adiar investimentos”, argumenta.

Conforme a pesquisa, os três itens que compõem o Icec caíram em agosto, com destaque para o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec). O item despencou de 71,6 pontos, em julho, para 65,3. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), que retrata os planos de melhorias na loja e de ampliação de estoques, além do quadro de funcionários, passou de 87,1 para 86,6 no mesmo período. Já o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que define as impressões em relação ao futuro, saiu de 127,8 para 126,5, mas ainda permanece na faixa de otimismo.

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