Percentual de famílias com dívidas fica estável em BH

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O percentual de famílias endividadas em Belo Horizonte alcançou 66,7% em setembro, o que representa estabilidade em relação a agosto (67%) e recuo na comparação com o mesmo mês de 2017 (69,6%). Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A análise retrata o comprometimento da renda com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores. Aponta, também, o total de famílias com contas ou dívidas em atraso, que passou de 29,9%, em agosto, para os atuais 34,5%. Essa é a segunda elevação seguida do indicador de inadimplência. Já 16,6% dos entrevistados declararam que não terão condições de quitar os compromissos vencidos.

De acordo com o economista da Federação, Guilherme Almeida, a manutenção do endividamento nos mesmos patamares indica um ritmo mais lento na recuperação do consumo. “O crescente nível de inadimplência preocupa, uma vez que retira muitas famílias do mercado de consumo, afetando toda a economia.  O fato de muitas famílias ainda se enquadrarem na situação de desemprego, além da elevada incerteza instaurada no mercado, vem afetando essa taxa. Outro fator que não deve ser negligenciado é a baixa educação financeira das famílias, fato que também contribui para o descontrole orçamentário”, argumenta.

Conforme o levantamento, 24,1% dos belo-horizontinos afirmam estar com mais de 50% do orçamento mensal comprometido. “Quando isso acontece, a pessoa acaba perdendo o controle das finanças, em algum momento, e não consegue pagar os compromissos assumidos. Já as variáveis macroeconômicas – como inflação, juros e crédito – estão favoráveis nos últimos meses”, completa o economista. A principal modalidade de dívida, segundo a Peic, continua sendo o cartão de crédito (79,9%).

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