BH terá melhor Natal dos últimos quatro anos

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A maioria dos belo-horizontinos (66,6%) pretende presentear pessoas queridas neste Natal, principalmente familiares. O percentual é o maior apurado desde 2014, quando estava em 78,5%, de acordo com pesquisa da Fecomércio MG. Em 2017, 63,3% iriam às compras no mesmo período. O tíquete médio esperado é de até R$ 200, conforme estimativa de metade dos entrevistados. Já quase um quarto (23%) planeja desembolsar entre R$ 500 e R$ 1000. A data é a mais importante para o setor, envolvendo diversas cadeias de produtos e serviços.

O economista da Federação, Guilherme Almeida, observa que o resultado positivo indica a confiança do consumidor em relação à economia. “Há um grande apelo emocional nessa data. Porém, o mais importante é que as famílias percebem uma melhoria do cenário econômico, em relação ao ano passado, inclusive das taxas de emprego. Assim, embora ainda demonstrem alguma cautela, a adesão às compras de fim de ano será maior”, argumenta. Conforme a análise, 55,4% das pessoas estão esperançosas acerca da situação do emprego no ano que vem, contra 52,7%, que responderam dessa maneira em 2017.

Já 56,9% estão otimistas para o Natal, índice superior aos 55,3% do último levantamento. Os itens mais procurados serão roupas (42,6%), brinquedos (22,1%), calçados (14%) e perfumaria (8,1%). A grande maioria dos clientes (84,5%) planeja realizar os pagamentos à vista, no dinheiro ou cartão de débito, principalmente se obtiverem descontos. O comércio do hipercentro é o local preferido para a aquisição dos produtos (43,9%).

Um grande atrativo serão as promoções e liquidações, que devem ser realizadas por 40,8% dos empresários. Outros 31,7% vão investir em propaganda/divulgação, e 13,9% prometem um atendimento diferenciado. Entre as empresas que são impactadas na cidade (74,7% do total), 56,1% acreditam que as vendas serão melhores em comparação ao ano passado.

Décimo terceiro 

A pesquisa da Fecomércio MG também apurou qual será o destino do 13º salário dos consumidores neste ano. O resultado é que 47,2% dos belo-horizontinos usarão a renda extra para a quitação de dívidas, enquanto 18% destinarão os recursos para as compras de Natal. No ano passado, esta opção ocupava a terceira posição na lista, atrás daqueles que pretendiam aplicar o dinheiro, que agora representam 13% do total. “O recebimento do 13º salário gera conforto para as famílias e tem reflexos no comércio. Mesmo os valores utilizados para quitar débitos, indiretamente liberam as pessoas para o consumo”, avalia Almeida.

Foto: Willian Dias / ALMG

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