IGP-M tem primeira deflação em 16 meses

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou em novembro deflação de 0,49%, a primeira taxa negativa desde julho de 2017. Em outubro, o indicador tinha registrado alta de 0,89%. No ano, o índice acumula alta, de 8,71%; em 12 meses e tem elevação de 9,68%.

O IGP-M é utilizado para a correção de contratos de aluguel, além de um indexador de algumas tarifas, como por exemplo, a de energia elétrica. Portanto, a deflação registrada significa na prática que os contratos corrigidos pelo índice ficarão mais em conta neste mês.

O analista financeiro da Fecomércio MG, Juan Moreno de Deus, explica que o índice reflete principalmente a queda nos preços dos combustíveis, energia elétrica e produtos agropecuários, além do câmbio mais comportado no período. “Apesar deste recuo em novembro, o IGP-M apresenta uma inflação alta no ano, indicando que o índice pode fechar 2018 em torno de 9%”, explica.

 

Índices de outubro e novembro

De acordo os números divulgados pela FGV, entre as principais contribuições negativas para a deflação, estão: gasolina automotiva (-17,64%), óleo diesel (-6,39%), soja (-6,24%), milho (-7,66%), leite in natura (-5,37%) e tarifa de eletricidade residencial (-4,18%).

Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) deixou elevação de 1,11% em outubro e apresentou recuo de 0,81% em novembro. Já a taxa do grupo Bens Finais caiu 0,84% em novembro, após avanço de 1,15% no mês anterior. Bens Intermediários passaram de elevação de 2,05% em outubro para decréscimo de 0,55% em novembro. As Matérias-Primas Brutas tiveram ainda mais queda, de 0,11% em outubro para 1,10% no mês seguinte. Por origem, os produtos agropecuários cederam 2,51% e os bens industriais declinaram 0,24%, após incremento de 0,29% e de 1,38%, respectivamente, em outubro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral do IGP-M, avançou 0,09% em novembro, ante 0,51% em outubro. Todas as classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (1,06% para -0,10%). Nessa classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina (3,49% para -1,10%).

Com os 10%, restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,26% em novembro, contra 0,33% em outubro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,56%, seguindo incremento de 0,46%. Entretanto, o índice que representa o custo da Mão de Obra não variou entre outubro e novembro.

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