Décimo terceiro injetará R$ 17,6 bilhões na economia de Minas

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Um montante de R$ 17,6 bilhões deve ser injetado na economia de Minas Gerais, neste ano, em consequência do pagamento do 13º salário. O valor previsto é, aproximadamente, 4,9% superior ao que foi estimado no ano passado e representa o maior volume de recursos injetados na economia mineira em seis anos. A projeção foi elaborada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Previdência Social e do IBGE, e leva em conta cerca de 9,2 milhões de trabalhadores do mercado formal e beneficiários do INSS.

O prazo final para a quitação da segunda parcela da renda extra é no próximo dia 20 de dezembro. A primeira foi disponibilizada aos empregados até 30 de novembro. O estudo da Federação mostra que 47,2% dos mineiros irão destinar o 13º salário para a quitação de dívidas (cerca de R$ 8,3 bilhões). Resultado esperado, tendo em vista que o grau de endividamento dos consumidores continua elevado e pelo fato de o cenário econômico ainda exigir cautela.

Já o consumo será a escolha para 23% das famílias (R$ 4 bilhões, aproximadamente), ao passo que 13% pretendem poupar o dinheiro. “O recebimento dos recursos do 13º permite que o comércio incremente suas vendas de fim de ano, seja de forma direta seja indiretamente. Isso porque os recursos destinados ao consumo entram no caixa das empresas. Por sua vez, boa parte do benefício será destinada ao pagamento de dívidas, o que possibilita a muitas pessoas limpar o nome e regularizar o consumo pelo devedor”, observa o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.  

BELO HORIZONTE 

Em Belo Horizonte, a expectativa da Fecomércio MG é de que sejam injetados na economia cerca de R$ 4,4 bilhões, montante 3,2% superior ao observado na estimativa de 2017 (R$ 4,26 bilhões). Quase metade (47,2%) dos trabalhadores que receberão o 13º salário planeja destinar a renda extra para o pagamento de dívidas. Já 23% afirmaram que vão às compras, enquanto 13% dos entrevistados pretendem manter os recursos em investimentos, como a poupança.

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