Inadimplência se mantém estável em Belo Horizonte

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O percentual de famílias com contas em atraso variou positivamente em Belo Horizonte, passando de 33,2%, em novembro, para 33,8%, em dezembro. O resultado é considerado estável, devido à margem de erro de 3,5% da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A análise retrata o comprometimento da renda com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores.

O índice de contas em atrasado encerrou o ano passado 8,8 pontos percentuais acima do valor observado em 2017, que foi de 25%. A analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, acredita que o fator cultural, com a ausência de um planejamento financeiro por partes das famílias, e a permanência das altas taxas de desemprego contribuíram para esse acréscimo.

O nível de endividamento dos belo-horizontinos permaneceu elevado, passando de 69,1%, em novembro, para 70,9% no mês passado. “Esse aumento do endividamento reflete o comprometimento das famílias com as compras de fim de ano, estimuladas, principalmente, pela injeção de renda do 13º salário. Entretanto, a evolução do indicador no último trimestre do ano é comum, dada a sazonalidade”, observa Elisa.

A principal modalidade de dívida continua sendo o cartão de crédito (88,8%). Em seguida aparecem os carnês (26,3%) e o financiamento de carro (22%). Outro ponto de destaque é que 53,8% dos entrevistados têm um comprometimento entre 11% e 50% da renda, enquanto outros 22,7% estão com mais da metade do orçamento mensal envolvido com dívidas relacionadas aos financiamentos, empréstimos, cartões, entre outros.

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