Inflação fica abaixo da meta prevista para 2018

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no Brasil, fechou o ano passado em 3,75%, abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em 4,5%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (11/01), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, apesar de positivo, é superior ao registrado em 2017, quando o índice atingiu 2,95%.

O indicador do IBGE, que avalia o nível geral dos preços na economia, acumulou alta de 0,15% em dezembro, ficando acima dos -0,21% de novembro. Essa foi a menor variação para dezembro desde o início do Plano Real, em 1994. Entre os grupos que mais contribuíram para a expansão do indicador estão itens como alimentação e bebidas (0,44%), vestuário (1,14%), saúde e cuidados pessoais (0,23%), despesas pessoais (0,29%) e artigos de residência (0,57%).

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, destaca que o IPCA desacelerou nos dois últimos meses, em função da queda do preço da gasolina, do recuo na cotação do dólar e da alimentação fora de casa. “Os preços dos transportes registram deflação de 0,54%, assim como a habitação, que caiu 0,15%. Além disso, itens como o pão francês, cuja maior parte da matéria-prima é importada também registrou queda, de 1,31%”, enumera.

Impacto ao longo do ano

Considerando todo o ano passado, a inflação foi pressionada, sobretudo, por itens relacionados à habitação, transportes e alimentação. Somente os planos de saúde representaram 0,44 pontos percentuais (p.p) do índice geral de preços de 2018. Na sequência vieram a energia elétrica e a gasolina, com 0,31 p.p. “O período prolongado de bandeira tarifária vermelha fez o item energia ter um peso mais significativo no consumo das famílias em 2018”, considera Almeida.

De acordo com o IBGE, não fosse a greve dos caminhoneiros, o IPCA seria ainda menor. Em virtude da manifestação, o indicador de junho registrou alta de 1,26%, variação que foi diluída ao longo do ano.

IPCA – Variação e Impacto por grupos – mensal

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Novembro Dezembro Novembro Dezembro
Índice geral -0,21 0,15 -0,21 0,15
Alimentação e bebidas 0,39 0,44 0,10 0,11
Habitação -0,71 -0,15 -0,11 -0,02
Artigos de residência 0,48 0,57 0,02 0,02
Vestuário -0,43 1,14 -0,03 0,06
Transportes -0,74 -0,54 -0,14 -0,10
Saúde e cuidados pessoais -0,71 0,32 -0,09 0,04
Despesas pessoais 0,36 0,29 0,04 0,03
Educação 0,04 0,21 0,00 0,01
Comunicação -0,07 0,01 0,00 0,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

 

IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada no ano

Região Peso regional (%) Variação (%) Variação acumulada (%)
Novembro Dezembro Ano
Aracaju 0,79 -0,31 0,67 2,64
Rio Branco 0,42 -0,11 0,63 3,44
Salvador 6,12 -0,31 0,56 4,04
Belém 4,23 0,00 0,48 3,00
Rio de Janeiro 12,06 -0,02 0,40 4,30
Brasília 2,80 -0,43 0,32 3,06
Porto Alegre 8,40 -0,42 0,26 4,62
São Luís 1,87 -0,11 0,25 2,65
Recife 4,20 -0,11 0,18 2,84
Fortaleza 2,91 -0,07 0,07 2,90
Campo Grande 1,51 -0,31 0,06 2,98
São Paulo 30,67 -0,30 0,03 3,68
Belo Horizonte 10,86 -0,09 0,01 4,00
Vitória 1,78 -0,30 -0,01 4,19
Goiânia 3,59 0,12 -0,03 3,14
Curitiba 7,79 -0,26 -0,17 3,38
Brasil 100,00 -0,21 0,15 3,75

Foto: Tânia Rêgo/ABr

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