Intenção de consumo em dezembro é a melhor do 2º semestre

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte confirmou a tendência de alta registrada desde julho do ano passado. O indicador, apurado pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu de 83,6 pontos, em novembro, para os atuais 84,2. Esse resultado foi estimulado, principalmente, pelas boas perspectivas profissionais para os próximos meses. A pontuação é semelhante àquela apurada em dezembro de 2017, quando estava em 84 pontos.

A analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, ressalta que a melhora da confiança do consumidor nesse período está relacionada ao aumento da renda, com a injeção de recursos do 13º salário; ao incremento na geração de empregos, com a abertura de milhares de postos de trabalho temporários; e a maior propensão de gastos com as festas de fim de ano. Além disso, o segundo semestre tende a apresentar números mais positivos em relação à primeira metade do ano.

Apesar da sequência de bons resultados, que se estende por cinco meses, o índice permanece abaixo de 100 pontos, valor que o separa da fronteira de satisfação. Esse limite foi superado pelas famílias com renda superior a dez salários mínimos, atingindo 104,1 pontos.

O resultado mensal é consequência da manutenção, dentro da margem de erro da pesquisa (3,5%), de seis dos sete itens que compõem o ICF (emprego, perspectiva profissional, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo e momento para duráveis). Apenas o componente relacionado à melhora profissional atingiu crescimento expressivo, passando de 97,2 pontos, em novembro, para 102,5 pontos, em dezembro.

Segundo Elisa, alguns fatores macroeconômicos e políticos refletem o otimismo em relação ao futuro. “A sensação de retomada da economia e do emprego, embora ainda lenta, a estabilização da inflação e a expectativa em função dos governos eleitos contribuem para que o consumidor tenha mais confiança para ir às compras”, detalha. Não à toa, os únicos subindicadores acima da faixa de otimismo são o emprego, a renda e a perspectiva profissional.

Por outro lado, a resistência dos juros na obtenção de crédito, sobretudo para a compra de bens duráveis, e a ainda expressiva taxa de desemprego – de 9,7% em Minas Gerais, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) – dificultam a recuperação plena da confiança do consumidor. Por isso, o componente que avalia o momento para se adquirir essas mercadorias atingiu o valor mais baixo entre os demais: 49,1 pontos.

Para a analista da Federação, a tendência de melhora na confiança deve ser mantida em janeiro, tendo em vista o novo cenário político nacional e estadual. “Toda mudança de governo vêm carregada de expectativas, o que traz mais otimismo a quem consome e ajuda o comércio a permanecer aquecido neste período de grandes liquidações.”

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