Intenção de consumo melhora pelo sexto mês seguido

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As atuais condições de emprego e renda e as boas perspectivas profissionais sustentaram a melhora da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte. O indicador, apurado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), variou positivamente de 84,2 pontos percentuais (p.p.), em dezembro, para 88,8, em janeiro.

O resultado confirmou a recuperação da confiança do consumidor, registrada a partir de julho passado. Se comparado com o mesmo período de 2017, o índice evoluiu 16,6 p.p., um reflexo de fatores como a inflação e dos juros controlados, a retomada da geração de empregos formais – verificada pelo Caged, em 2018 – e a confiança em uma economia mais liberal a partir deste ano.

A sequência positiva de resultados, no entanto, ainda foi insuficiente para que o índice ultrapasse a fronteira dos 100 pontos, deixando a faixa de insatisfação. Esse limite, no entanto, foi superado pelas famílias com renda acima de dez salários mínimos, cuja confiança atingiu 107,4 pontos, percentual fora da margem de erro de 3,5 pontos.

Segundo a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, três itens foram essenciais para a melhora da intenção de consumo em janeiro: renda atual, que expandiu 3,9 pontos em relação ao último mês; emprego atual, que evoluiu 5,4; e perspectiva profissional, com expressivo aumento de 9,3. Os três superaram a fronteira de satisfação, registrando 104,2, 111,8 e 116,8 pontos, respectivamente.

Os outros quatro subindicadores permanecem abaixo do nível de otimismo (acesso ao crédito, nível de consumo, perspectiva de consumo e momento para duráveis), embora venham crescendo nos últimos meses. “Em janeiro, apenas 25,8% dos belo-horizontinos acreditavam que conseguir crédito estava mais fácil se comparado ao ano passado. Isso dificulta a compra de bens duráveis, que necessitam de maior aporte financeiro, e retarda a plena recuperação do comércio”, observa Elisa.

Para a analista da Federação, em virtude do crescimento econômico moderado e das perspectivas em relação às reformas estruturais, é provável que a intenção de consumo siga uma tendência de alta durante o ano. “As pessoas estão se sentindo mais seguras em relação ao emprego. Só em Belo Horizonte, pouco mais da metade das famílias confia em uma melhora profissional nos próximos seis meses, o que aumenta as chances de o consumidor ir às compras.”

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