Confiança do empresário cresce 21 pontos em cinco meses

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Os empresários de Belo Horizonte começaram o ano confiantes na economia e pretendem investir mais nos próximos 12 meses, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). A pesquisa atingiu, em janeiro, o melhor resultado desde 2016, com 114 pontos. Esse percentual começou a crescer em agosto passado, quando registrou 92,8 pontos, expandindo, a partir de então, 21,2 pontos. Os números refletem a retomada gradual da economia no país, e sinaliza boas perspectivas futuras para o setor. O indicador mensal é elaborado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A analista de pesquisa da Federação, Elisa Castro, explica que o cenário econômico do país nos últimos meses tem impactado positivamente os indicadores avaliados. A valorização do real no mercado, a queda do desemprego e a retomada do consumo são algumas das mudanças responsáveis por gerar uma boa percepção nos empresários do comércio. “Eles estão cada vez mais esperançosos, o que influencia no planejamento, nos investimentos e nas estratégias que serão aplicadas no setor no decorrer do ano”, analisa.

Outro motivo, segundo analista de pesquisa, é a expectativa em relação ao novo governo federal. O início de uma nova gestão reacendeu as expectativas de avanço na economia, contribuindo para a construção de um cenário de mais confiança, assim como os sinais de implementação de reformas que deverão impactar a rotina dos empresários. Para a maioria dos entrevistados (91,2%) haverá melhora na economia brasileira, com consequente expansão do setor (88,8%) e crescimento das vendas da própria loja (90,2%).

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), responsável por sinalizar as impressões em relação aos próximos meses, cresceu novamente. O indicador subiu de 148,5 pontos, em dezembro, para 153,6 em janeiro, um acréscimo de 5,1.

O outro subindicador que apresentou considerável elevação, no mesmo período, foi o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), que retrata os planos de melhorias na loja, desde a ampliação de estoques ao quadro de funcionários. Esse item aumentou 2,86 pontos em relação a dezembro, variando de 100,4 para 102,9. O subindicador ainda revela que 71% dos entrevistados pretendem ampliar o número de empregados em suas empresas.

Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), que avalia, por meio da percepção do empresário, a evolução das condições atuais da economia do país e do setor de atuação, além do momento atual do negócio, expandiu 8,2 pontos, subindo de 77,3 pontos, em dezembro, para 85,5 em janeiro.

Elisa ressalta que, para os próximos meses, a tendência é que a confiança do empresário belo-horizontino continue na fronteira do otimismo (acima dos 100). “Como a economia do país está se recuperando gradualmente, o Icec deve se manter positivo. Entretanto, as oscilações são possíveis, uma vez que há uma série de situações que podem ocorrer e influenciar a confiança, como os projetos estratégicos, apresentados e aprovados pelo governo, que venham a refletir diretamente no consumo da população.”

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