Comércio exterior registra superávit em Minas Gerais

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O aumento das exportações, principalmente de minério de ferro, permitiu que a balança comercial de Minas Gerais fechasse o 1º bimestre com um saldo positivo. Ela registra a diferença entre o valor arrecadado com exportações e gasto com importações no Estado. De acordo com o Ministério da Economia, houve no período um superávit de US$ 2,4 bilhões, 9,58% superior aos dois primeiros meses de 2018, quando terminou em US$ 2,19 bilhões. Considerando apenas fevereiro, o crescimento da balança comercial foi de 7,32% em relação ao mesmo mês de 2018, chegando a US$ 1,787 bilhão, contra US$ 1,665 bilhão.

O saldo para o período foi determinado pelas vendas ao exterior, que somaram US$ 3,84 bilhões nos dois primeiros meses. O minério, com 33% de participação nas exportações, destacou-se entre os produtos que saem de Minas. O comércio de 23,8 milhões de toneladas somou US$ 1,26 bilhão, valor superior aos US$ 1,08 bilhão adquiridos com o envio de 3,9 milhões de toneladas a menos no 1º bimestre do ano passado. Ao todo, as vendas do produto expandiram 16,8%.

Já o café, segundo produto mais importante do Estado, com 7% de participação nas exportações, também registrou números mais satisfatórios. As 77 mil toneladas exportadas, 36,4% a mais que nos dois primeiros meses de 2018, renderam US$ 656,8 milhões à economia mineira, quantia que ultrapassou em 15,9% os US$ 566,68 milhões adquiridos no mesmo período do ano anterior.

Compra de importados segue estável

No caso das importações, que se mantiveram estáveis em relação ao mesmo período de 2018 (US$ 1,44 bilhão), o destaque coube à hulha betuminosa, tipo de carvão mineral utilizado nos altos-fornos das usinas siderúrgicas mineiras. Os gastos com o produto chegaram a US$ 158,2 milhões, 11% de tudo comprado pelo Estado no exterior. O valor é 4,8% menor do que aquele gasto no ano passado. Já a importação de automóveis apresentou um recuo de 69% nos dois primeiros meses de 2019. O desembarque de veículos de passeio somou US$ 35,8 milhões nesse intervalo de tempo, ante US$ 60,5 milhões em 2018.

O nome do maior parceiro comercial de Minas Gerais também permaneceu o mesmo: a China. O país foi responsável pela compra de 28% dos produtos mineiros, principalmente minério de ferro e soja. Em contrapartida, o gigante asiático é o país de origem de 21% dos produtos adquiridos pelo Estado.

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