Intenção de consumo das famílias continua em ascensão

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O consumidor de Belo Horizonte tem recuperado a capacidade de compra nos últimos meses, como mostra a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF). O indicador apurado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aproximou-se da zona de otimismo (100 pontos), subindo 6 pontos (94,8%) frente a janeiro (88,8%) e 6,3 pontos em relação ao mesmo mês do ano anterior (88,5%).

O índice, em expansão desde julho de 2018, mede de forma precisa a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família, tais como a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

Para o economista da Federação, Guilherme Almeida, o resultado em ascensão segue influenciado pelo cenário macroeconômico mais satisfatório, com redução do desemprego, inflação baixa e queda dos juros na ponta, com estímulos ao crédito. A sequência positiva de resultados, no entanto, ainda não foi suficiente para que o índice ultrapassasse 100 pontos percentuais (p.p.), deixando a faixa de insatisfação. Contudo, entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos (112,2%), esse limite foi superado desde novembro de 2018, quando o índice registrou 101,2 p.p.

O crescimento do resultado mensal é consequência do aumento de todos os sete itens que compõem o ICF: emprego (de 116,8 p.p. em janeiro para 123,3 p.p. em fevereiro), perspectiva profissional (de 111,8 p.p. para 118,2 p.p.), renda atual (de 100,4 p.p. para 111,4 p.p.), acesso ao crédito (de 78,4 p.p. para 83,4 p.p.), nível de consumo (de 71,3 p.p. para 75,9 p.p.), perspectiva de consumo (de 87,3 p.p. para 94,8 p.p.) e momento para compra de produtos duráveis (de 52,1 p.p. para 56,8 p.p.).

O economista da Fecomércio MG também ressalta que os índices relacionados ao emprego e renda estão acima da fronteira dos 100 pontos. “Eles são extremamente importantes para o setor terciário, pois apontam para um cenário positivo e de confiança entre os consumidores”, destaca Almeida.

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