Número de endividados cresce pelo oitavo mês seguido em BH

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A grande oferta de crédito concedido para as famílias favoreceu a expansão do endividamento dos moradores de Belo Horizonte. Em fevereiro, o índice chegou a 76,1%, contra 73,8% em janeiro. O percentual é superior em 11,7 pontos se comparado a fevereiro de 2018, quando atingiu 64,4%, mantendo a trajetória de alta iniciada em junho passado. Os resultados compõem a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A análise, realizada nos últimos dez dias de janeiro, retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores belo-horizontinos.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, ressalta que a ampliação do endividamento pode ser explicada pela melhoria do ambiente macroeconômico, mais favorável ao consumo das famílias. Ele informa ainda que no último semestre de 2018 foi observada uma expansão de cerca de 4% no volume de crédito concedido às famílias, o que facilita a aquisição de novos produtos.

No recorte de inadimplência, há um movimento positivo na comparação mensal, com redução de 1,5 pontos percentuais (p.p.). Contudo, o índice, que fechou o mês de fevereiro em 31,3%, registrou alta de 3,9 p.p. frente ao mesmo mês do ano anterior, quando atingiu 27,4%. “Alguns fatores comportamentais ainda afetam a regularização das contas de diversas famílias, como a ausência de planejamento e de controle orçamentário”, esclarece o economista.

O índice de pessoas que não terão condições de pagar suas dívidas manteve o ritmo de queda. No mês de fevereiro, 13,5% dos entrevistados disseram não conseguir honrar seus compromissos, contra 14,1% em janeiro. O indicador registra tendência de retração desde setembro de 2018, quando atingiu a marca de 16,6%. Esse índice é maior entre famílias com renda igual ou inferior a dez salários mínimos (15,3%). Considerando aquelas com dívidas atrasadas, 43,1% creem que não terão condições de quitar as despesas assumidas.

A principal modalidade de dívida continua sendo o cartão de crédito, mas esse indicador apresentou retração de 89,8% em janeiro para 79,9% em fevereiro, uma redução de quase 10 pontos. Outras dívidas que se destacam são aquelas com carnês (17,8%) e financiamento de carro (12,4%) e da casa própria (9,9%).

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