Consumo aquecido em BH mantém endividamento elevado

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O consumo das famílias de Belo Horizonte continua em alta. Com isso, o indicador de endividamento da capital mineira se manteve estável variando de 76,1% em fevereiro para 76,4% em março. Em março de 2018, o índice marcava 62,7%, uma expansão de 13,7 pontos percentuais (p.p.). O dado aponta para um aquecimento da economia ao mostrar que as famílias estão voltando a comprar itens duráveis e semiduráveis, que necessitam de mais investimento. Os resultados compõem a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A análise, realizada nos últimos dez dias de fevereiro, retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores belo-horizontinos. A pesquisa também mostra o percentual de famílias que possuem dívidas e não terão condições de cumpri-las.

O economista da Federação, Guilherme Almeida, ressalta que o indicador de endividamento não é negativo; pelo contrário, ele mostra que as famílias estão mais confiantes e propensas a consumir itens de maior valor agregado, assumindo compromissos em longo prazo. “Este resultado indica mais fôlego para o cenário econômico, mesmo que ele esteja em processo lento de recuperação. Entretanto, é importante que as famílias se planejem na hora de assumir esses compromissos financeiros, prevendo gastos extras, situações atípicas e imprevistos”, adverte.

Na outra ponta da pesquisa, o indicador de contas em atraso aumentou de 31,3% em fevereiro, para 33,2% em março. Segundo o economista, esse dado merece atenção, pois é o que que gera os cadastros negativos e problemas financeiros aos consumidores. “O acréscimo de quase 2 pontos pode ser explicado por alguns fatores, como a elevada taxa de desemprego, o comprometimento da renda das famílias como um todo e os gastos de início de ano”, destaca Almeida.

De acordo com a Peic de março, o número de consumidores que não terão condições de quitar suas dívidas somou 14,6%, valor 1.1 p.p. acima da avaliação realizada no mês anterior (13,5%). O principal tipo de dívida contraída ainda é o cartão de crédito (78,9%), seguido dos carnês (14,7%) e do financiamento de carro (11%).

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