Promoções devem alavancar consumo na Páscoa

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Uma das quatro melhores datas para o comércio no primeiro semestre, a Páscoa impacta positivamente quase metade das empresas varejistas de gêneros alimentícios de Minas Gerais, com destaque para os segmentos de produtos de padaria, laticínio, doces, balas e similares. Entre as empresas influenciadas pela data, 72,1% acreditam que as vendas este ano serão melhores ou iguais em relação ao ano passado. Os números compõem a pesquisa Expectativas do Comércio Varejista – Páscoa/2019, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

Os principais fatores relatados para este resultado são o otimismo com vendas melhores (35,4%), a reação do comércio/ economia (16,9%) e a mudança de governo (9,2%). Para aumentar o consumo, 35,3% dos empresários pretendem realizar promoções e liquidações para atrair o público e 20% irão investir em divulgação. “Os empresários mantêm a confiança no aumento das vendas em datas comemorativas devido ao cenário econômico mais satisfatório, com a redução da taxa de desemprego, a maior concessão de crédito para famílias e empresas e o cenário de inflação sobre controle”, explica o economista da Federação, Guilherme Almeida.

Por outro lado, a crise econômica (32,7%), uma das mais severas que o país já enfrentou, e a percepção de desemprego ou falta de dinheiro (28,6%) colaboram para que 28,8% das empresas acreditem que as vendas serão inferiores as de 2018.

Neste ano, a pesquisa Expectativas do Comércio Varejista – Páscoa 2019 adota uma nova metodologia. A partir de agora, a amostragem reúne 380 empresas espalhadas pelas dez regiões de planejamento do Estado (Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas, Triângulo e Zona da Mata), e não somente em Belo Horizonte. O objetivo é tornar a análise mais abrangente e completa. A margem de erro da pesquisa, realizada entre 12 e 19 de março, é de 5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Liquidações podem atrair indecisos em BH 

Pelo lado de quem consome, as expectativas são mais comedidas, ao menos na capital mineira. Nesta Páscoa, 37,8% irão presentear, percentual inferior à intenção de compra observada para a data no ano passado (41,2%). Contudo, 7,8% ainda não sabem se comprarão algo e podem ser estimulados por meio de ações do comércio. Segundo a pesquisa, as promoções poderão atrair 56% dos consumidores, enquanto 23,3% serão estimulados pelos preços reduzidos.

Os consumidores não pretendem assumir dívidas com os presentes da data: 83,8% optarão por pagamentos à vista, no dinheiro ou cartão de débito. Além disso, os belo-horizontinos planejam gastar menos com lembranças nesta Páscoa (59,4%); o ticket médio não passará de R$100,00 para 60,4% dos entrevistados. Neste ano, os consumidores deverão comprar poucos produtos de menor valor. Os presentes adquiridos serão, na maioria dos casos (94,1%), chocolates/doces. Desses, 63,3% serão os tradicionais ovos de Páscoa.

“O comportamento da inflação, perto da meta de 4,5%, contribui para este cenário de consumo, uma vez que os produtos mais adquiridos neste período apresentam uma variação baixa de preço. Entretanto, o ambiente econômico ainda pede cautela e por isso os reflexos são revertidos em uma intenção de compra menor”, esclarece o economista.

A pesquisa Intenção de Consumo – Páscoa/2019 foi realizada em Belo Horizonte, com 397 pessoas, entre os dias 19 e 26 de março. A margem de erro é de 5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Crédito da foto: Ricardo Barbosa / ALMG

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