Endividamento em BH cresce 14,5 pontos em um ano

Página Inicial / Notícia / Economia / Endividamento em BH cresce 14,5 pontos em um ano
Os consumidores de Belo Horizonte têm contraído mais dívidas este ano. Em abril, 76,8% estavam endividados, valor semelhante ao observado em março (76,4%). Entretanto, no mesmo período de 2018, o índice marcava 62,3%, um crescimento expressivo de 14,5 pontos percentuais (p.p.). Os resultados compõem a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O indicador de endividamento informa a proporção de famílias que possuem contas ou dívidas adquiridas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, compra de imóvel e prestações de carro e de seguros. Assim, um percentual elevado de dívidas demonstra que o consumo está aquecido.

O economista da Federação, Guilherme Almeida, observa que, apesar da melhora no consumo, alguns indicadores da pesquisa pioraram em abril. “Outros dois itens que compõem a Peic, indicando o atraso ou o não pagamento das dívidas, apontam para um cenário negativo, ligado à elevação da inadimplência, dificuldade de acesso ao crédito, comprometimento da renda familiar e do próprio consumo”, explica.

Entre esses fatores, o percentual de consumidores com contas em atraso aumentou 1,7 p.p. na comparação mensal, assumindo o valor de 34,9%. Já o número de consumidores que não terão condições de quitar suas dívidas somou 16,1%, indicador 1,5 p.p. superior à última avaliação (14,6%).

A principal modalidade de dívida continua sendo o cartão de crédito, que aumentou de 78,8% em março para 79,5% em abril. Outras dívidas que se destacam são aquelas com carnês (15,7%) e cheque especial (9,9%), aparecendo na frente de financiamentos de carro (9,6%) e crédito consignado (8,6%).

A Peic, realizada nos últimos dez dias de março, retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores belo-horizontinos. A pesquisa também mostra o percentual de famílias que possuem dívidas e não terão condições de quitá-las.

Postagens Recentes