Intenção de Consumo apresenta recuo em abril

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A tendência apontada pelo consumidor da capital mineira desde o segundo semestre do ano passado se alterou. O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte registrou 95,8 pontos em abril, uma queda em relação aos 97,1 apurados em março. É a primeira vez, após oito meses de crescimento, que o indicador varia negativamente. Apesar do recuo, o índice em abril de 2018 era inferior (87 pontos), assim como no mesmo período de 2017 (79,4 pontos). O indicador é elaborado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Com esse resultado, o ICF permanece no nível de insatisfação em termos de emprego, renda e capacidade de consumo, ficando abaixo da linha dos 100 pontos. “A recuperação mais lenta do mercado de trabalho e da renda, a restrição parcial ao crédito e o crescimento do endividamento das famílias contribuíram para o recuo do índice. O cenário ainda é de cautela para a maioria das pessoas, que aguardam uma melhoria no cenário econômico”, destaca o economista da Federação, Guilherme Almeida.

O resultado mensal foi influenciado pela retração de quatro itens que compõem o ICF: emprego atual (de 123,5 pontos em março para 118,8 em abril), perspectiva profissional (de 120,1 pontos para 114,6) e acesso ao crédito (de 86,2 pontos para 84,7). Os itens que apresentaram crescimento foram a renda atual (de 113,7 pontos para 114,6) e a perspectiva de consumo (103,2 pontos para 106,2), enquanto o nível de consumo (de 73,1 pontos para 73) permaneceu estável.

A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família, tais como a capacidade e qualidade de consumo atuais e de curto prazo, nível de renda doméstico e segurança no emprego.

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