Queda de confiança faz índices econômicos recuarem em BH

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A demora na aprovação de reformas estruturais para o país e as condições atuais da economia, marcadas pelo elevado desemprego, colaboraram para a segunda redução seguida de dois indicadores apurados pela Fecomércio MG, na capital mineira. Em maio, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu para 114,2 pontos, contra 119,5 no mês anterior, enquanto a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) ficou em 91,2 pontos, frente à 95,8 em abril.

Os indicadores, elaborados pela Federação com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Icec avalia o quanto o empresário está propenso a investir em curto e médio prazos. Já o ICF retrata as condições de consumo atuais e de curto prazo das famílias, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, considera que a lenta recuperação da economia, ainda aquém dos patamares pré-recessão, ajudou a provocar a queda desses indicadores. “No caso do Icec, o recuo de 5,3 pontos, verificado em maio, fez com que ele retornasse ao patamar alcançado em janeiro”, observa. Apesar disso, o índice continua no nível de satisfação, acima dos 100 pontos.

Todos os componentes do Icec reduziram em maio, sendo que os recuos mais intensos foram observados em dois subindicadores. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que mede as perspectivas para a economia brasileira, o comércio e os estabelecimentos, foi de 155,4 pontos em abril para 150,6 em maio. Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), que indica a evolução das condições da economia do país, do setor e das empresas, além do momento atual dos empresários, reduziu de 101,9 pontos para 94,8.

Enquanto o Icec permanece no nível de satisfação, o ICF encontra-se abaixo dessa fronteira, registrando a cautela dos consumidores em relação à economia. “Na visão dos consumidores, a situação conjuntural adversa limita o acesso ao crédito e deteriora as perspectivas de consumo”, esclarece Almeida. O economista ainda ressalta que o avanço do endividamento das famílias em Belo Horizonte tem contribuído para o recuo do Índice de Consumo das Famílias.

O resultado mensal foi influenciado pela retração de quase todos os subitens que compõem o ICF: emprego atual (de 118,8 pontos em abril para 115,9 em maio), renda atual (de 114,6 pontos e 111,6), perspectiva profissional (de 114,6 pontos para 102,1), nível de consumo (de 73 pontos para 70,7), perspectiva de consumo (106,2 pontos para 97,7) e momento para duráveis (58,7 pontos e 55,9). Apenas o subindicador de acesso ao crédito permaneceu estável.

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