Índices econômicos caem pelo 3º mês seguido na capital mineira

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O atual cenário da economia brasileira contribuiu para a terceira queda de dois indicadores analisados pela Fecomércio MG, em Belo Horizonte. No mês de junho, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu para 109,7 pontos, ante 114,2 em maio, enquanto a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) ficou em 84,7 pontos, contra 91,2 no mês anterior. As pesquisas com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As duas pesquisas mensais mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Icec avalia o quanto o empresário está disposto a investir em curto e médio prazos. Por sua vez, o ICF retrata as condições de consumo atuais e de curto prazo das famílias, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. Enquanto o Icec permanece acima da fronteira de satisfação (superior a 100 pontos), o ICF registra a insatisfação das famílias belo-horizontinas.

Para a economista Bárbara Guimarães, a recuperação gradual dos postos de trabalho é o principal fator para a queda da confiança, tanto dos empresários quanto da população. “Como o desemprego se mantém alto no país, os consumidores têm menos renda para adquirir bens de consumo e, consequentemente, isso impacta no faturamento dos varejistas”, afirma.

Varejo receoso

As dificuldades de recuperação de algumas atividades da economia influenciaram negativamente os três subindicadores avaliados no Icec. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), responsável por avaliar, por meio da a percepção do empresário, a evolução das condições atuais da economia do país, do setor e das empresas, além do momento atual dos empresários, caiu de 94,8 para 86,5 pontos. Já os subitens que medem as expectativas do empresário em relação ao futuro e as intenções de investimento sofreram retração de 2,8 pontos e 2,4 pontos, respectivamente.

Uma das explicações para a queda desses índices está na expectativa pela aprovação de leis que reestruturem as finanças públicas e estimulem a economia. “A demora na tramitação das reformas estruturais – Previdenciária, Tributária e Política – indicam ao mercado pouco comprometimento para se cumprir o teto dos gastos públicos. Dessa forma, os empresários ficam receosos em investir e movimentar a economia”, explica Bárbara.

Emprego e renda preocupam

A pesquisa que destaca a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) demonstrou que o índice de renda atual caiu 5,7 pontos, passando de 116,6 para 105,9 pontos em junho. Além disso, apenas 36,8% das famílias se sentem mais seguras nos seus empregos em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a economista da Fecomércio MG, o consumidor se mostra mais receoso, pois tanto os rendimentos atuais como a perspectiva profissional apresentam resultados inferiores em relação ao mês anterior. “O cenário econômico mostra pela pesquisa reflete que o consumidor prefere não se comprometer, principalmente, na aquisição de bens-duráveis e semiduráveis, o que impacta no faturamento das empresas do comércio”, finaliza.

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