Minas Gerais consome 13,8% da cerveja vendida do país

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A expressão ‘Minas Gerais não tem mar, mas tem bar’ simboliza um dos principais patrimônios da capital dos mineiros. Além da receptividade e das belezas turísticas, Belo Horizonte é reconhecida como a capital brasileira dos bares, título que faz jus ao comércio varejista de bebidas na cidade. De acordo com a prefeitura, para cada um dos 332 km² de Belo Horizonte, em média, há 28 estabelecimentos do ramo, pouco mais de 9,5 mil em toda a capital.

A diversidade de empresas desse segmento na cidade colabora para que Minas Gerais sustente números invejáveis em relação ao mercado cervejeiro. Em 2018, o Estado consumiu 13,8% de toda cerveja produzida no país. O percentual não só reforça a vocação estadual nesse mercado, como também aponta para um grande potencial a ser explorado ainda. Afinal, Minas possui mais de 21 milhões de habitantes e o maior número de municípios do Brasil: 853.

Sede de grandes marcas

Além de um mercado consumidor forte, o Estado possui pré-requisitos para uma produção de destaque. Minas Gerais reúne água em qualidade e abundância, uma ampla rede de fornecimento de energia elétrica de alta tensão e a maior malha rodoviária do país. Esse cenário favorável tem atraído grandes cervejarias ao Estado, que o escolhem para expansão de seus negócios.

Uma das três maiores fabricantes do mercado, a Ambev, já possui presença em Minas Gerais. Além da unidade fabril em Juatuba, outra grande fabricante irá se instalar em território estadual no ano de 2020: a Petrópolis. A cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, receberá uma indústria do grupo, representante de grandes marcas, como Itaipava, Crystal, Lokal, Black Princess, Petra e Weltenburger. A nova planta deve movimentar R$ 1 bilhão e gerar 600 empregos diretos.

Mercado que movimenta setores

Se por um lado atrai grandes fabricantes, por outro, o Estado tem se tornado ‘polo das microcervejarias’, que movimentam não só a indústria, mas também o comércio. Até 2018, 241 se instalarem em Minas Gerais, sendo 51 só na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Não à toa, o mercado estadual de cervejas artesanais bateu recorde de produção no ano passado, com média de 2,1 milhões de litros por mês, ou 25 milhões no ano.

Esses indicadores estimularam o surgimento de diversos circuitos cervejeiros em Minas, como o movimento que acontece no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, que recebe mais de 60 produtores locais. Esse grupo não só produz a própria bebida, como também a negocia diretamente aos consumidores. Com tantos eventos e um mercado crescente, novas marcas surgem com frequência.

Uma dessas cervejarias artesanais, a Brassaria Ampolis, do Grupo Petrópolis, lançou um novo rótulo no dia 23 de julho, em Belo Horizonte. A cerveja Cacildis, desenvolvida em homenagem ao humorista Mussum, reforça a vocação mineira para o consumo de bebidas não industrializadas. “Visualizamos uma imediata conexão com esse consumidor, um povo festivo, conhecido pela sua receptividade e excelente gastronomia, sempre acompanhada por bebidas de qualidade”, projeta um dos criadores da Cacildis e filho do Mussum, Sandro Gomes.

A analista de turismo da Fecomércio MG, Milena Soares, lembra que a gastronomia é um dos elementos que torna Minas Gerais, sobretudo Belo Horizonte, conhecida dentro e fora do país. “O consumo de cervejas artesanais é mais um dos produtos que elevam nossa gastronomia, fazem da capital uma cidade criativa e permitem que tanto a indústria quanto os setores de comércio e serviços gerem emprego e renda para o Estado, inclusive por meio do turismo”, finaliza.

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