Intenção de consumo em BH tem ligeira alta em agosto

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Depois de registrar cinco meses consecutivos de queda, o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte variou positivamente, alcançando 84,8 pontos no mês de agosto. O resultado também supera em 8,5 pontos percentuais (p.p.) o apurado no mesmo período de 2018, quando o índice atingiu 76,3. O ICF é elaborado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar do aumento de 1,1 ponto percentual (p.p) em relação ao mês anterior (83,7), o indicador permanece no nível de insatisfação (abaixo dos 100 pontos). “O alto índice de desemprego, que impacta diretamente a renda dos consumidores, a restrição parcial ao crédito e o alto endividamento das famílias são os principais motivos para que o ICF continue abaixo da fronteira de satisfação”, afirma a economista da Fecomércio MG Bárbara Guimarães.

A melhora do resultado de agosto foi influenciada pelo avanço de cinco itens que compõem o ICF: renda atual (106,2 para 106,6 pontos), acesso ao crédito (80 para 83,7 pontos), nível de consumo (61,8 para 65,2 pontos), perspectiva de consumo (79,8 para 83,7 pontos) e momento para duráveis (43,7 para 45,7 pontos). Muito embora, em relação a esse último índice, 73,4% dos entrevistados avaliem que atualmente é um mau momento para a compra de bens duráveis.

Entre os itens que apresentaram recuo, de acordo com a pesquisa, estão o subindicador de emprego atual, que caiu de 118,8 em julho para 114,2 em agosto, e a perspectiva profissional, que reduziu de 95,6 para 94,5 pontos. Esses resultados refletem o fato de apenas 35,4% dos entrevistados se sentirem mais seguros em seus empregos na comparação com o mesmo período de 2018.

Segundo Bárbara, o consumidor tem se mostrado mais receoso. “O cenário econômico refletido pela pesquisa revela que o consumidor da capital mineira prefere não comprometer suas finanças, principalmente, com a aquisição de bens duráveis e semiduráveis, que demandam mais investimentos. Com isso, ao adiar tais compras, ele impacta o faturamento das empresas do comércio.”

A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem sobre à condição de vida de sua família, tais como a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

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