Varejo da construção prevê alta nas vendas até dezembro

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A retomada gradual da economia do país não inibiu a confiança dos empresários do varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Cerca de 76,8% apostam no crescimento das vendas nos seis últimos meses de 2019. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Fecomércio MG, em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco).

A análise aponta que, no primeiro semestre de 2019, 59,9% das empresas do segmento viram seu faturamento se manter ou aumentar em relação ao segundo semestre de 2018. Desse total, 72,2% disseram que a saúde financeira desses estabelecimentos melhorou ou se manteve estável na primeira metade deste ano. A expectativa sobre a situação financeira das empresas também se mostrou mais otimista. Ao todo, 81,6% dos empresários confiam na melhora ou na manutenção da saúde financeira de seus negócios para o segundo semestre.

Para o presidente do Sindimaco, Julio Gomes Ferreira, o aumento da confiança do consumidor é uma condição fundamental para que o empresário do comércio varejista da construção civil tenha melhores perspectivas. “Mais confiantes, as pessoas tendem a consumir mais. Os meses de julho e agosto já indicaram essa tendência e a nossa expectativa é elevar as vendas até o final do ano.”

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, acredita que a taxa básica de juros sob controle e a liberação do saque de recursos do FGTS podem criar um ambiente mais positivo ao setor. “O movimento de queda dos juros na ponta, ainda que lento, torna o crédito mais barato à população. Além disso, o saque do FGTS vai injetar novos recursos na economia, podendo aquecer o comércio varejista de material de construção”, observa.

Descontos e promoções

Tradicionalmente, o segundo semestre é um período mais favorável às vendas, especialmente pelas diversas datas comemorativas que tendem a se converter em excelentes oportunidades de negócios. Como o preço é um dos principais quesitos para o consumidor, o economista-chefe destaca que a formulação de liquidações e promoções são primordiais para melhorar o faturamento da empresa.  A análise apontou que 53,3% dos empresários do segmento desse tipo até o final do ano.

Segundo Almeida, a competição acirrada que caracteriza o comércio varejista tem exigido uma postura agressiva para chamar a atenção do cliente. “O fator-chave tem sido a criatividade na ‘conquista do consumidor’, seja por meio do atendimento, do mix de produtos, de novos canais de venda – como a internet – ou de vendas diretas e compras coletivas”, destaca.

Ferreira também acredita que as liquidações e promoções são uma das principais saídas para atrair os consumidores. “Iniciativas como a Semana do Brasil são fundamentais para o comércio varejista. Nós conversamos com representantes de outros segmentos e todos estão animados, pois, ao incentivar a realização de promoções e liquidações, criamos condições para alavancar os negócios.”

O otimismo dos empresários para o segundo semestre deve, ainda, refletir-se em mais empregos ao varejo da construção na RMBH. A análise aponta que 93% pretendem manter ou aumentar o quadro de funcionários até o final de 2019, uma expansão de 13,1 pontos percentuais (p.p) em relação à primeira metade do ano. “Após muitas demissões em 2018, e um primeiro semestre em 2019 sem recuperação dessas vagas, esperamos que o aumento nas vendas permita uma melhora no quadro de contratações das empresas para até o fim do ano”, avalia.

Sobre a pesquisa

A “Análise do Comércio Varejista – Materiais de Construção/ 2º semestre de 2019” foi realizada, em agosto, com 354 empresários de Belo Horizonte, Betim, Confins, Contagem, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sabará, São José da Lapa e Vespasiano. A margem de erro da pesquisa é de 5%, com intervalo de confiança de 95%.

Clique aqui e confira a análise do Comércio Varejista – Materiais de Construção

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