Número de endividados tem leve queda na capital mineira

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Quase 79% da população de Belo Horizonte acumulou dívidas no mês de setembro. Essa é uma constatação da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de Belo Horizonte, elaborada com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em setembro, 78,8% dos consumidores afirmaram possuir alguma dívida, 0,3 pontos percentuais (p.p.) a menos em relação ao mês de agosto. O resultado também representa um crescimento de 11,5 p.p. em comparação ao mesmo período do ano passado.

A pesquisa da Federação também mensurou o percentual de inadimplência, que indica quem está com contas atrasadas. Esse indicador sofreu uma leve queda na capital mineira, registrando 30,7%, -1,1 p.p. em comparação ao mês de agosto (31,8%). Já o percentual de consumidores que afirmaram não ter condições de quitar a dívida também apresentou uma queda de 1,5 p.p. no registro mensal, assumindo o valor de 13,5% em setembro.

O cartão de crédito continua como a principal modalidade de dívida dos belo-horizontinos. Em setembro, 87,9% o utilizaram para compras e pagamentos, contra 79,9% no mesmo período de 2018. Outras formas de endividamento que se destacam são financiamento de carro (14,9%), carnês (10,3%), financiamento imobiliário (9,3%) e cheque especial (9,2%).

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, alerta sobre os riscos associados ao uso inadequado do cartão de crédito. “O problema surge quando essa modalidade é usada para as compras do mês ou para completar o orçamento, o que pode causar descontrole nas finanças. Por isso, é importante ter atenção e planejamento ao utilizá-lo, uma vez que o cartão de crédito possui um dos maiores juros praticados no mercado,” explica.

A pesquisa mostrou, ainda, que as famílias de Belo Horizonte comprometem sua renda com dívidas, em média, por um período de seis meses e meio. Na capital mineira, esse endividamento representa cerca de 30,7% da renda familiar. Além disso, segundo os consumidores locais, são gastos aproximadamente 63 dias para que as contas em atraso sejam quitadas.

A Peic retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores da capital mineira. Para elaborar a pesquisa de setembro, foram entrevistadas mil famílias residentes em Belo Horizonte. A margem de erro da pesquisa, realizada nos últimos dez dias de agosto, é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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