Na próxima semana, milhares de trabalhadores mineiros com carteira assinada e beneficiários da Previdência Social receberão a segunda parcela do 13° salário. De acordo com a estimativa realizada pela Fecomércio MG, R$ 17,89 bilhões devem ser injetados na economia de Minas Gerais em decorrência do pagamento total do benefício para cerca de 9,15 milhões de trabalhadores mineiros. O valor corresponde a 2,99% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro. Além disso, o montante previsto é 1,67% superior à estimativa de 2018, quando o esperado para o 13° era de R$ 17,60 bilhões.

A economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães, lembra que “muitos dos consumidores irão destinar os recursos do 13° salário para o pagamento de dívidas. “Essa escolha é positiva, pois quitar os atrasados é um fator essencial para o restabelecimento do crédito dos inadimplentes”. Neste ano, 46,4% dos consumidores irão destinar R$ 8,30 bilhões do benefício para pagar dívidas.

Outros grupos devem optar por investir ou adquirir produtos com o recurso. De acordo com o estudo da Fecomércio MG, 15,7% dos entrevistados pretendem aplicar o dinheiro, o que totaliza R$ 2,8 bilhões. Já 13,7% das famílias devem destinar do valor do benefício para as compras de fim de ano, o que corresponde R$ 2,5 bilhões do montante a ser injetado na economia mineira.

Em Belo Horizonte, segundo o estudo, os recursos do 13º devem movimentar até o final do ano cerca de R$ 4,432 bilhões na economia local. O valor previsto é 0,75% maior que o registrado em 2018, quando o montante esperado era de R$ 4,39 bilhões injetados na cidade.

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