Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador que mensura o aumento das dívidas das famílias belo-horizontinas registrou uma leve queda. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de Belo Horizonte, elaborada pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No mês de novembro, 75,9% dos consumidores da capital mineira estavam endividados, o que corresponde a 0,7 pontos percentuais (p.p.) abaixo do registrado no mês anterior (76,6%). O resultado, no entanto, representa expansão de 5 p.p. se comparado ao mesmo período de 2018.

A pesquisa da Fecomércio MG apontou também crescimento no percentual de inadimplência, que indica quem possui contas atrasadas. “Observamos um leve aumento no número de consumidores que estão inadimplentes. Em novembro, o índice alcançou 31,2%, o que corresponde a 1,6 pontos a mais em relação ao registrado em outubro, quando o indicador alcançou 29,6%”, analisa a economista da Federação, Bárbara Guimarães.

Já o número de consumidores que não terão condições de quitar suas dívidas somou 14,9%, registrando um aumento de 1,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Dentre as formas de pagamento, o cartão de crédito continua com a opção mais utilizada na capital mineira. Em novembro, 86% usaram essa modalidade, contra 75,6% no mesmo período de 2018. Outras formas de endividamento que se destacaram foram o financiamento de carro (14,3%), os carnês (12,4%), o financiamento imobiliário (10%), o crédito consignado (9,1%) e o cheque especial (8,6%).

A economista destaca a importância do controle e do equilíbrio orçamentários das famílias que optam pelo uso do cartão de crédito. “É cada vez mais comum que os consumidores utilizem o cartão de crédito como complemento da renda mensal. Essa prática precisa ser bem analisada e planejada para que as pessoas não percam o controle do orçamento, uma vez que essa modalidade continua com um dos maiores juros praticados no mercado”, explica Bárbara.

A pesquisa mostrou, ainda, que as famílias de Belo Horizonte comprometem sua renda com dívidas, em média, por um período de sete meses. Na capital mineira, esse endividamento representa cerca de 30% da renda familiar. Além disso, segundo os consumidores locais, são gastos aproximadamente 66 dias para que as contas em atraso sejam quitadas.

A Peic retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores da capital mineira. Para elaborar a pesquisa de novembro, foram entrevistadas mil famílias residentes em Belo Horizonte. A margem de erro da pesquisa, elaborada nos últimos dez dias de setembro, é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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