Realizar compras por impulso é uma prática comum para 52,4% dos consumidores de Belo Horizonte. Essa é uma das constatações da Pesquisa de Orçamento Doméstico (POD), elaborada anualmente pela Fecomércio MG. O resultado supera em 15 e 18 pontos percentuais (p.p.), os valores registrados, respectivamente, nos anos de 2018 (37,4%) e 2017 (34,4%). Na contramão desse cenário, 71,5% dos entrevistados afirmaram que planejam seus gastos, o que representa um avanço de 0,9 p.p. em relação a dezembro de 2018 (70,6%) e 2017 (69,6%).

Apesar da trajetória de expansão, apenas 26,7% dos consumidores conseguem seguir rigorosamente as metas propostas. Além disso, no período de um ano, o total de pessoas que programam os gastos mensais e ainda contam com uma sobra de dinheiro caiu de 51,1% para 44,2%, uma redução de 6,9 pontos. Já o percentual dos que conseguem pagar as dívidas, embora sem sobra de recursos, atingiu 35%, contra 30,1% na última avaliação.

O economista-chefe da Federação, Guilherme Almeida, lembra que a falta de planejamento e as compras por impulso podem contribuir para o desequilíbrio nas contas domésticas, prejudicando a saúde financeira de toda uma cadeia de negócios. “É importante que as famílias criem o hábito de alinhar as receitas e as despesas constantemente, colocando todos os valores no papel ou em planilhas digitais. São ações simples, mas que fazem a diferença no orçamento doméstico.”

Em relação ao planejamento dos gastos, apenas 26,7% dos consumidores da capital mineira conseguem programá-los e seguir rigorosamente o plano. Já 44,2% elaboram o orçamento familiar e destinam o excedente para a poupança (32,6%) e atividades de lazer (32,6%). Quando não sobra, as medidas mais tomadas pelos consumidores são: deixar de consumir algo supérfluo (36,5%), recorrer ao empréstimo com algum familiar ou terceiros (20,1%) e deixar de pagar alguma conta ou prestação (13,5%).

Entre as despesas que mais oneram o orçamento, os entrevistados listaram energia elétrica (46,2%); alimentação/supermercado (44,1%); água (30,2%); aluguel (18,1%) e internet banda larga (12,8%). Já os compromissos financeiros com maior peso no orçamento são: cartão de crédito (33,7%), cartão de loja (1,7%) e empréstimos em bancos e com terceiros/familiares (0,3%).

A Pesquisa de Orçamento Doméstico visa traçar o quadro da situação atual das famílias e do consumidor em relação ao orçamento do domicílio, demonstrando a postura de organização e planejamento da renda familiar. A análise, realizada anualmente, envolveu 288 pessoas entrevistadas nesta edição, entre 13 de dezembro de 2019 a 3 de janeiro de 2020. O intervalo de confiança da pesquisa é de 90% e a margem de erro é de 5 pontos percentuais.

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