A natureza repete dezenas de vezes ao ano o mesmo enredo. A água esquenta sob o Sol e logo se transforma em vapor d’água. Por ser mais leve, ele se mistura com o ar e começa a subir. Na atmosfera, o vapor d’água se aglomera em nuvens carregadas, que, ao alcançarem atitudes elevadas ou massas de ar frio, levam a água em estado vaporoso cair sobre a terra em forma de chuva. Mas, embora fortes nas cidades, elas ainda são insuficientes para baratear a energia no país.

É assim: se chove pouco nas regiões de hidrelétricas, os reservatórios ficam mais vazios e é preciso ligar as termoelétricas para manter a geração de energia. Mais caras, elas fazem com que o preço da conta suba e a bandeira tarifária seja acionada. Desde o início do ano, é cobrada a bandeira amarela, o que significa o valor extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (KWh) de energia consumida. Um gasto a mais para consumidores residenciais e também para empresários.

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios no país vem subindo gradativamente. Em dezembro, a capacidade média era de 20,11%; em janeiro, a situação evoluiu para 28,34%. O problema é que a chuva está concentrada, principalmente, nos grandes centros, como Belo Horizonte. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o dia 29 de janeiro, choveu 58% do esperado para o todo o ano na capital mineira.

Impactos no comércio

A economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães, acredita que a incidência de chuvas acima do esperado para janeiro e a extensão do ‘período úmido’ até março contenha novos aumentos nas tarifas, tranquilizando quem atua no comércio. “As bandeiras tarifárias causam dois impactos: o primeiro é o no custo operacional do negócio; o segundo, indireto, vem pela diminuição da renda disponível para o consumo das famílias, também afetadas pela elevação na conta de luz”, explica.

Segundo Bárbara, as políticas fiscais são outro fator que merece atenção quando ao abordar esse assunto. No acumulado de 2019, a inflação relativa à energia expandiu 5% no país, 0,69 pontos percentuais (p.p.) acima da inflação geral, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Como o 1º semestre reúne datas de peso, a exemplo do Dia das Mães e da Páscoa, essa variação não abala a confiança do comércio, embora seja estar atento à inflação.”

A saída é economizar

Para controlar os custos extras, enquanto as chuvas não elevam a vazão dos rios, a economista dá algumas dicas. “O consumidor deve observar seus hábitos diários, reduzindo o tempo de uso dos aparelhos e trocando, sempre que possível, os horários de pico por outros, cujo valor da energia é menor. Já os empresários podem buscar alternativas, como investir na energia elétrica fotovoltaica como forma de abaixar a conta no final do mês”, sugere Bárbara.

Desde julho de 2019, a Fecomércio MG e a Solatio, empresa líder no mercado de energia solar na América Latina, oferecem aos empresários de comércio e serviços uma alternativa para reduzir os gastos com a conta de luz. A parceria garante ao representado pela entidade um desconto de 15% na tarifa de energia, desde que ele faça a adesão ao serviço e esteja em uma área de concessão da Cemig (saiba mais detalhes na Área do Empresário).

O coordenador da área Comercial da Federação, Danilo Manna, lembra que não é preciso fazer nenhum investimento em infraestrutura ou na aquisição de equipamentos, pois a energia gerada pelas usinas solares da instituição é direcionada à rede de distribuição da concessionária mineira. “A Solatio nos permite não só oferecer um serviço de qualidade aos nossos representados, como gerar uma economia significativa para os empresários mineiros”, garante.

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