O percentual de inadimplentes em Belo Horizonte iniciou o ano com recuou de 3,0 pontos percentuais (p.p.), atingindo 29,3% em janeiro, contra 32,3% registrado em dezembro. Esse foi o menor patamar alcançado pelo indicador nos últimos 12 meses. O dado integra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A economista da Federação, Bárbara Guimarães, explica que o índice se refere ao número de famílias que possuem contas ou dívidas em atraso. “O recuo do indicador revela que mais pessoas estão conseguindo efetuar o pagamento de contas em atraso, que foram adquiridas, principalmente, com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, aquisição de imóvel e prestações de carro e seguros.”

A pesquisa da Federação apontou ainda que, pelo quarto mês consecutivo, o índice de endividados sofreu queda, atingindo 72,8% dos belo-horizontinos em janeiro. A principal modalidade de dívida continua sendo o cartão de crédito (86,2%) e o índice é ainda maior entre as famílias com mais de 10 salários mínimos (93,5%). Em seguida, aparecem os carnês (13,7%), o financiamento de carro (12,3%), o financiamento imobiliário (10,2%), o cheque especial (9,2%) e o crédito consignado (8,9%).

“É perceptível que o belo-horizontino está comprando menos, evitando adquirir compromissos financeiros para tentar obter um alívio no orçamento. Mas, ainda observamos o uso do cartão de crédito entre as principais opções de pagamento, o que precisa ser bem planejado pelo consumidor, para que não perca o controle do seu orçamento familiar”, analisa a economista.

Já o percentual de consumidores que afirmaram não ter condições de quitar a dívida também apresentou uma nova queda, assumindo o valor de 10,5% em janeiro, 3,4 p.p. abaixo do registrado em dezembro (13,9%). Esse é o menor valor do indicador no último ano. A pesquisa mostrou ainda, que as famílias de Belo Horizonte comprometem sua renda com dívidas por um período médio de sete meses. Na capital mineira, o endividamento representa 10% da renda familiar para 68,7% dos entrevistados, sendo que para 19,7% esse percentual atinge 50% do orçamento mensal.

A Peic retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores da capital mineira. Para elaborar a pesquisa de janeiro, foram entrevistadas mil famílias residentes em Belo Horizonte. A margem de erro da pesquisa, elaborada nos últimos dez dias de novembro, é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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