O primeiro bimestre costuma ser especialmente movimentado para o comércio de material escolar, como papelarias, livrarias e magazines. No entanto, mesmo o atraso do ano letivo em Minas Gerais, em virtude das fortes chuvas e de greves de profissionais da educação, a expectativa de vendas neste ano se manteve estável em relação a 2019. É o que apontaram 37,9% dos empresários desse segmento no Estado à pesquisa “Volta às Aulas”, elaborada pela Fecomércio MG.

De acordo os empresários entrevistados, a redução/manutenção das vendas nos primeiros meses do ano se devem a alguns fatores, como a doação de materiais pelas prefeituras, o período de Carnaval e a queda nas vendas, itens apontados por 35,0% dos entrevistados. Além disso, a concorrência desleal (20,2%), a crise econômica (13,3%), o endividamento do consumidor (11,7%) e a postura mais cautelosa dos clientes (3,3%) impediram o avanço nas vendas.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, ressalta que para o comércio de materiais escolares, é comum assemelhar o período de voltas às aulas às datas comemorativas. “O motivo é simples: ele exige do consumidor investimentos imediatos na compra dos itens que compõem a lista escolar. No entanto, as fortes chuvas deste início de ano no Estado e as greves na rede pública de ensino, somadas a outros fatores econômicos, atrasaram a decisão de compra das famílias, impactando negativamente o comércio”, explica.

A pesquisa mostra que o hábito do consumidor em analisar preços foi uma prática usual em 56,1% dos casos. Diante disso, para conquistar e fidelizar esse público, os empresários investiram em promoções para estimular as vendas. “A maioria dos entrevistados (41,5%) apostou em descontos para atrair o consumidor; em 27,4% dos estabelecimentos, foram feitas ações de propaganda e liquidações e 12,2% apostaram na diversificação do mix de produtos”, quantifica Almeida.

Entre as formas de pagamento, o cartão de crédito foi a modalidade mais utilizada pelos consumidores (58,8%), seguido pelo cartão de débito (16,5%). Em 69,8% dos estabelecimentos, o ticket médio permaneceu entre R$100,01 e R$200,00. Além disso, segundo os empresários, a maioria dos consumidores (52,1%) optou pela compra completa da lista de material escolar. Já em 31,1% dos casos, a opção foi por itens em promoção. Apenas 7,1% dos consumidores foram às compras em busca de itens que não puderam ser reutilizados.

A pesquisa “Volta às Aulas” foi realizada com 270 empresas, que trabalham com itens da lista de material escolar, nas dez regiões de planejamento do Estado. A margem de erro da análise foi de 5%, com intervalo de confiança de 90%.

Postagens Recentes