A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte confirmou o ritmo de expansão, registrando, em fevereiro, a sétima variação positiva seguida. O indicador, apurado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), passou de 94,4 pontos, em janeiro, para 94,6, em fevereiro.

No entanto, no acumulado dos últimos sete meses, a expansão do indicador chegou a 10,9 pontos. Apesar da sequência positiva, o ICF permanece no nível de insatisfação (abaixo dos 100 pontos). Esse limite, porém, foi superado pelas famílias com renda superior a dez salários mínimos, atingindo 108,8 pontos.

O índice mensura a avaliação feita pelos consumidores sobre os aspectos relacionados à condição de vida de sua família, como a capacidade e a qualidade de consumo atuais e em curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. Por partir do ponto de vista dos consumidores, trata-se de um indicador antecedente do volume de vendas.

Para o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, o resultado indica que as famílias estão retomando o consumo de forma cautelosa. “Nesta avaliação, o índice de emprego atual assumiu o valor de 124,2 pontos, reflexo do aumento na geração de empregos formais, que, por consequência, contribui para o incremento da renda e do consumo das famílias”, analisa.

A pesquisa também aponta outros subindicadores que registraram crescimento, como perspectiva profissional (102,0) e acesso ao crédito (98,8). Entre os itens em queda estão a renda atual (de 106,6 em janeiro para 105,8 em fevereiro), o nível de consumo (de 75,0 para 73,5), a perspectiva de consumo, (de 97,7 para 95,8) e o consumo de bens duráveis (de 64,4 para os atuais 61,9).

“Esse comportamento revela que os consumidores preferem não comprometer suas finanças, principalmente, com a aquisição de bens duráveis e semiduráveis, que demandam mais investimentos, a fim de manter um equilíbrio no orçamento doméstico”, explica Almeida.

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