Apostar numa renda extra ou focar no próprio negócio?

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o percentual de pessoas que buscaram complemento de renda passou de 25%, em 2013, para 48%, em 2015. Esse dado permite concluir que a crise potencializa a busca pelo famoso “bico” ou renda extra.

Outro dia um amigo, que é motorista do Uber, me ligou contando que um cliente dele havia lhe apresentado uma linha masculina de cosméticos e o ofereceu para começar a vender nas horas vagas. Ele queria saber minha opinião, se eu considerava uma boa ideia. A resposta certa pode ser: sim, não ou talvez.

O cenário do segmento da beleza é animador. Se analisarmos os números do mercado de cosméticos no mundo será tentador; afinal, o Brasil é o terceiro maior mercado de cosméticos do planeta. Quando o assunto é beleza masculina, o Brasil já é o segundo maior mercado do mundo, dobrou o faturamento nos últimos cinco anos e alguns especialistas acreditam que nos próximos anos deve ultrapassar os Estados Unidos, atual campeão com um faturamento anual de US$ 46,4 bilhões.

Abaixo, vamos analisar as respostas “sim”, “não” e “talvez”:

- SIM: eu penso que, se o indivíduo estiver desempregado ou é um funcionário que possui uma ótima rede de contatos, vale a pena estudar detalhadamente a proposta, os valores, a possibilidade de renda extra e encarar, num curto ou médio prazo, a oportunidade de isso ser efetivamente o seu próprio negócio. A palavra-chave é: OPORTUNIDADE.

- NÃO: para quem tem o próprio negócio e os resultados são médios a bons, não vale a pena apostar em uma renda extra. Explico por que me baseando no princípio 80/20, criado pelo economista italiano Vilfredo Pareto. Estudando o próprio negócio, chega-se à conclusão de que 80% do faturamento atual está concentrado em 20% dos seus clientes. A resposta, neste caso, deve ser: o que este empreendedor precisa ou pode fazer com o seu tempo extra para não perder esses 20% valiosos? Mais: o que se pode criar para que estes clientes seletos e vitais não vão para a concorrência? E ainda: quais produtos e serviços adicionais o empreendedor pode oferecer a eles? Afinal, continuando na lei de Pareto, 20% dos seus clientes estão aptos a comprar mais do que você já vende para ele. Você tem pensado e ofertado isso?

Geralmente, os negócios levam tempo até atingir maturidade, calma e persistência.

Cuidado para não dispersar ou cair em caminhos que vão sugar o seu tempo e minar o seu recurso financeiro. Invista tempo e dinheiro para agregar mais valor e aposte na diferenciação.

O empreendedor deve ter cuidado para não ficar dando tiro para vários lados e, sem perceber, acabar não colhendo ótimos resultados em nenhum deles. Atenção também às tentações de “bons” negócios, pois vários servirão para desfocar do que realmente lhe trará resultados expressivos. A palavra-chave é FOCO.

- TALVEZ: agora, se você é um empreendedor descontente com a sua escolha ou que amarga maus resultados e pretende trocar de ramo, talvez essa oportunidade de atuar com o marketing multinível possa focar nessa atividade ou ainda ser uma boa opção para fazer uma transição. Mais adiante, você pode decidir de forma mais assertiva se deve entrar de cabeça nesse ou em outro novo negócio. Estude minuciosamente o que cerca a atividade em questão, pois é preciso identificar claramente os pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades. A palavra-chave é PESQUISA.

Portanto, a resposta certa ou a melhor opção vai depender de como você percebe a sua atividade atual e aonde quer chegar.

Erik Penna

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