Identificando oportunidades, lançando inovações

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A organização é a base do processo de inovação de produto. Como mostrei nos meus artigos anteriores, no site da Fecomércio MG, para inovar é preciso uma boa gestão, métricas e pontos de partida para o novo negócio bem definidos. Neste texto, apresento como identificar buracos e espaços vazios no mercado, além de colocar em prática protótipos e lançamentos de produtos e serviços.

Para encontrar buracos no mercado é necessário estudar seus concorrentes ou explorar os incômodos e sonhos do público-alvo. Observando os produtos da concorrência, suas funcionalidades e, principalmente, a experiência dos usuários, é possível detectar arestas que, após uma boa análise, indicarão se valerá a pena investir na inovação de produto neste caso.

Mapeando os incômodos e sonhos do público-alvo – especialmente os incômodos –, insights poderosos podem surgir como um indicativo de demanda e, por consequência, de solução por meio da sua inovação.

Faça um protótipo e teste

Se você iniciou a inovação por qualquer um dos quatro pontos de partida (1. ideia de produto ou serviço, 2. público-alvo, 3. problemas e sonhos de pessoas ou empresas, 4. ‘espaços vazios’ no mercado) e seguiu cada etapa, parabéns! Você chegou à prototipagem, fase indispensável nesse processo.

Seja na criação de um produto ou serviço do zero ou na melhoria de algo já existente, é crucial testá-lo e validá-lo antes de escalar a produção. O protótipo de um produto é basicamente a construção de uma versão beta. Ela pode ser produzida de forma mais rudimentar, dependendo do contexto, ou mais elaborada, desde que o custo para tal seja infinitamente menor do que aquele estimado para uma produção em grande quantidade.

Se no seu caso o produto for um serviço, o mesmo raciocínio se aplica. Porém, o protótipo, nesse caso, é menos tangível. Na prática, trata-se da própria execução do serviço para poucos clientes-alvo, que farão o papel de grupo de controle.

Imagine que você criou um aplicativo jamais visto, que cumprirá uma tarefa necessária há muitas pessoas. Antes de ‘injetar’ dinheiro neste app é preciso saber se o público irá gostar, se ele será percebido como você o imaginou e se as pessoas estão dispostas a pagar por ele caso seja vendido. É necessário, ainda, pensar em monetizar outras fontes de receita que não provenham dos usuários.

Você precisa criar uma versão beta deste aplicativo e fazê-lo chegar a um grupo reduzido de usuários (um grupo convidado, de clientes que você possua ou de fornecedores) e ver como ‘a coisa’ se desenrola na prática. O raciocínio se aplica a um produto, seja para pessoas físicas ou jurídicas.

A criação de uma versão de teste e a seleção de um grupo de controle reduzido é o DNA da prototipagem, cuja função é trazer feedbacks e evitar o desperdício de dinheiro como muitas empresas ainda o fazem por falta de um processo estratégico de inovação.

Enquanto a versão beta está sendo criada e testada, recomendo que você crie uma página virtual com um vídeo e um formulário de cadastro de e-mail e/ou um número de WhatsApp. Isso fará com que pessoas que se interessem pela proposta do seu produto possam se cadastrar, participar dos testes e serem avisadas sobre as novidades e o lançamento.

Lance o produto

Depois que o nível de aceitação ao produto se mostrar alto e os clientes se dispuserem a pagar por ele, chegará o momento de lançá-lo. Caso tenha criado uma página virtual para o cadastro de pessoas interessadas, seu lançamento, provavelmente, terá algumas vantagens. Afinal, nesse público podem se encontrar os primeiros compradores do seu produto.

Esta página pode ser inclusive anunciada por meio do Facebook para Empresas e do Google Adwords. Ela também pode ser enviada diretamente para clientes em potencial que você ou seus amigos conheçam.

Fazer com que seus alvos saibam do produto e da data oficial de lançamento é importantíssimo. Você poderá usar os próprios anúncios do Facebook e do Google nessa fase. Quanto mais gente souber mais chances de vender.

Por fim, digo que as oportunidades para a inovação de produto sempre existem e sempre existirão. Observar, questionar, aliar ciência e intuição e partir para cima dos testes é a frase que resume o processo da inovação de produto.

Eu desejo que você arrebente! Quem sabe a gente se vê no próximo evento na sua empresa, na próxima convenção ou em algum encontro de negócios pelo Brasil ou pelo mundo!

* Daniel Bizon é palestrante profissional, especialista em Marketing Estratégico pela PUC Minas e autor de livros de gestão e motivação (www.danielbizon.com.br)

Daniel Bizon