No mês do Consumidor, 7 puxões de orelha nas empresas

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No mês do consumidor, a coluna é sobre elas: as empresas. Tem empresa que parou no tempo. O dono não se atualiza. A equipe também não. E quando você pede um serviço recém-lançado, um pouquinho mais inovador, eles não sabem do que se trata, e até parecem bem confortáveis com isso.

Vamos recordar aqui para que as empresas foram criadas: para servir o consumidor. Por isso, se algumas não acompanham as tendências, que, na maior parte das vezes, movem os desejos de quem compra, então, elas não merecem funcionar. Isso, mesmo que seu negócio não tenha recursos, agora, para investir em um novo equipamento. Se for esse o caso, dê um jeito de fechar parceria com quem faz e atenda seu cliente, pelo menos, fornecendo uma informação, já que você não tem a solução completa.

Tem mais: se você é uma indústria, tenha certeza de estar fazendo, com qualidade, todas as etapas do processo, e se certifique se está chegando tudo direitinho lá na ponta. Porque não adianta ter ISO na produção e ser atrapalhado nas entregas.

Se você é um prestador de serviços, não tem jeito de ser bom sem ter uma equipe treinada e alinhada. Quando um faz de um jeito, e o outro muda, hoje é assim, e amanhã é assado, mostra que a empresa não controla o processo, e quem não controla, não gerencia.

Antes de me despedir, quero lembrar mais duas coisas: trate as trocas por defeitos ou chamados para consertos como uma oportunidade para mostrar que sua empresa é séria, e que o erro do princípio, não traduz os seus valores. Por fim, pare de querer que o cliente entenda do seu produto tanto quanto você, e ensine-o a consumir, mesmo que tenham que repetir as instruções mil vezes.

* Inácia Soares é jornalista, editora-chefe e apresentadora do jornal Band Minas e colunista de negócios da Rádio BandNews FM (www.inaciasoares.com.br).

Inácia Soares