O chefe ruim baixa a produtividade

Página Inicial / O chefe ruim baixa a produtividade

Esta coluna é sob medida para chefes bons e para chefes ruins. Se você estiver no segundo caso, então, será mais prêt-à-porter ainda! Há alguns dias, conversando com uma profissional que trabalha em uma grande empresa ouvi o seguinte lamento: “Meu chefe rouba minhas melhores ideias e as transfere para a matriz executar, sem o menor remorso.”

O que pensar de um chefe assim, injusto e desestimulante? Basicamente, que ele é despreparado. Ser líder de equipe é, em primeiro lugar, gostar de pessoas. E não me refiro a gostar “de algumas pessoas”, como vejo muitos chefes ruins fazerem. Eles preferem uma turminha a outra.

Com chefes assim não dá vontade de trabalhar. Eles são como buracos negros que sugam o ânimo da equipe. Dá trabalho ser um bom chefe? Claro que dá. É preciso prestar atenção nas pessoas, perceber que elas estão com dificuldades – sejam pessoais ou profissionais. Mais do que isso: é preciso conhecer o que as motiva, verificar onde elas querem chegar na carreira e saber lidar com personalidades diferentes.

Eu sei que o ritmo das atividades de um executivo os mantém, frequentemente, em reuniões ou diante de computadores. Mas, mesmo com essa lista de atividades sem fim, é necessário colocar as pessoas em um lugar importante. Só elas cumprem metas. Só elas inovam. Então, é preciso cuidar das pessoas e saber gerenciar sua capacidade de criação.

Os donos das empresas devem ter ferramentas confiáveis para identificar chefes que funcionam e que não funcionam. E sabe o que deve ser feito com aqueles chefes que não funcionam? Eles precisam ser instruídos e cobrados, antes de serem demitidos. Como líder maior da organização, dê a eles uma amostra do cuidado que precisarão ter com a própria equipe. Mostre como fazer.

* Inácia Soares é jornalista, editora-chefe e apresentadora do jornal Band Minas e colunista de negócios da Rádio BandNews FM (www.inaciasoares.com.br).

Inácia Soares