Por que conhecer os diferentes tipos de inovação existentes

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Como explicar a estagnação do Brasil em termos de inovação no ranking internacional? Por que essa inércia toda quando o assunto é geração de valor novo?

A explicação é óbvia: falta conhecimento e formação empreendedora e inovadora na educação de base. Outra explicação, apesar de simples, é um pouco menos óbvia: a “leitura legal”. A pessoa até lê livros, teses, artigos e outras fontes de conhecimento, mas não coloca a teoria em prática. E mais uma “leitura legal” se fez.

Costumo dizer para os alunos do meu Método de Desenvolvimento Pessoal, que não adianta ler um livro e deixar de aplicar o conhecimento aprendido. Um parágrafo ou até mesmo uma linha que tenha conteúdo útil precisam ser postos na prática.

É isso que separar as pessoas com visão profissional das demais, que só esperam que as coisas “caiam do céu”. A visão profissional não se refere apenas as tarefas de trabalho, mas a um modo dedicado de ver a vida, a aprendizagem e as oportunidades. Trata-se do “modus operandi” que nos mostra o caminho natural de como ser mais criativo.

Um fato que nos faz refletir é o fato de que muito da produção científica do Brasil acaba utilizada por inovadores estrangeiros, que colocam em prática o que se descobriu aqui criando produtos inovadores lá fora. Por isso, é preciso enxergar a inovação como um processo e compreender os possíveis caminhos para sua realização.

Em negócios, inovar é gerar dinheiro novo, seja pela geração de receita, seja pela redução de custo. Esta é a forma mais realista de mensurar se uma ideia se tornou ou não uma inovação sob o ponto de vista da empresa.

Mas há também o ponto de vista de quem compra do mercado. Como os clientes medem se um produto ou serviço é inovador? A resposta: avaliando se ele transformou sua vida. Quanto mais significativa for a transformação gerada, mais inovação percebida haverá na mente do cliente. O cliente sempre avaliará se seus incômodos ou sonhos estão sendo solucionados.

Dominar os tipos de inovação existentes abre portas para a geração de valor, tanto sob o ponto de vista do cliente quanto do negócio. Esta é a ideia central que você precisa se atentar.

Além das duas primeiras explicações que justificam a estagnação do Brasil em inovação, há outros porquês do dia a dia que merecem citação.

Veja:

  • Mesmo sabendo que a inovação abre portas é difícil para muitos empresários inovarem na prática;
  • Muita gente fica sem saber por onde começar;
  • O “apaga incêndio” do dia a dia costuma ser uma das mais fortes barreiras à inovação;
  • Paradoxalmente, em alguns casos, é comum o pensamento de que inovar é “a salvação”, quando, na verdade, pode ser “a maldição”, se realizada sem planejamento e consciência.

Apesar de ter melhorado muito nos últimos anos, o Brasil não é um país que carrega a inovação em sua cultura. Somos historicamente criativos, mas não necessariamente inovadores. Isso não desfaz o mérito das fantásticas invenções que nasceram aqui.

Mas é preciso entender que somente a inovação sistemática, ou seja, o uso de métodos para que qualquer cidadão possa inovar passo a passo, é o caminho para que o país suba seu nível no ranking internacional.

Essa é uma das premissas mais transformadoras que as pessoas precisam adotar. A partir daí todos os outros porquês que citei perderão força. E a inovação passará a ser a estrela cultural, que, em “boa hora”, substituirá o medo, o amadorismo e a burocracia que assombra várias empresas e instituições brasileiras.

* Daniel Bizon (www.danielbizon.com.br)

Daniel Bizon