Tema foi abordado no evento “Minas 2032 – Desafios e Oportunidades”, realizado pelo Diário do Comércio, nessa quarta-feira (12)

O advento da tecnologia e a velocidade que as informações circulam modificou a forma das pessoas se relacionarem e de fazer negócio. O mercado está cada vez mais competitivo, com a busca das empresas por inovações e diferenciais, além de consumidores mais exigentes.

O economista da Fecomércio MG, Gabriel de Andrade Ivo, conta que anteriormente as pessoas saíam às compras, preocupadas apenas com os preços dos produtos. “Hoje, os consumidores buscam atendimento de qualidade e facilidade no acesso às lojas”, destaca.

Porém, não basta para as empresas investirem em diferenciais, pois o sucesso nos negócios também está ligado a outros fatores, como a geração de emprego e renda, hábitos de consumo, o acesso ao crédito e o bom planejamento. A Pesquisa de Endividamento do Consumidor (PEC), realizada pela Fecomércio MG em outubro, revela que o nível de endividamento em Belo Horizonte registrou alta, saindo de 49,9% em setembro para 58,5% em outubro, consequência da instabilidade do cenário econômico.

De acordo com o economista, os produtos importados também diminuíram a competitividade no mercado mineiro e acompanhar a evolução do comércio eletrônico, o que representa hoje 5% no varejo, se tornou um desafio para as empresas. Outra dificuldade encontrada pelos empresários é a falta de mão de obra qualificada no mercado.

Para mudar esse cenário e alcançar um crescimento efetivo nos próximos anos, Gabriel afirma que é importante pensar em um planejamento integrado. “Não se pode pensar em política econômica apenas setorial, mas sim em toda a cadeia. É preciso traçar um planejamento integrado e homogeneizado para o crescimento de todos os segmentos e setores da economia”, finaliza.

 

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