A chegada de um novo ano traz esperança de tempos melhores em todas as áreas da vida. No entanto, especificamente em 2015, existe preocupação, até mesmo para se ter boas perspectivas, graças ao momento econômico que vive o nosso país, com grandes desafios e muitos ajustes a se fazer.

A nova equipe econômica do governo federal terá um cenário bastante desfavorecido para mudar. De acordo com o economista da Fecomércio MG Gabriel Ivo, a melhora é possível, mas vários fatores mostram que o trabalho não será fácil. “O consumo das famílias caiu, o endividamento e a inadimplência das pessoas física e jurídica aumentaram, a inflação prejudica o poder de compra do cidadão, os juros continuam aumentando, os investimentos são baixos e a balança comercial é negativa”, destaca. Ainda segundo o economista, o reflexo está no fraco crescimento econômico e na baixa produtividade e competitividade das nossas empresas.

O que todos esperam é que o governo mude esse quadro oferecendo mais transparência, estabilidade e inflação sob controle. Para Lucas Radd, consultor na WG Finanças Pessoais, empresários e consumidores devem apresentar comportamentos diferentes dos demonstrados em anos anteriores. “Os consumidores tendem a diminuir o consumo, bem como contratação de crédito, dado o receio com relação ao nível de emprego. Já os empresários devem frear ainda mais os investimentos, esperando por momentos de uma economia mais definida e um apontamento sobre a política fiscal, que promete aumentar impostos”, ressalta.

Enquanto isso não acontece, o ano de 2015 tende a ser um período de muito mais observação do que ação, e por isso deve ser conduzido com cautela e atenção à macroeconomia.

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