O tema “Desenvolvimento de Equipes” foi o destaque no encontro de encerramento do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs) 2014, ocorrido no Sesc Contagem-Betim, no dia 11 de dezembro. Com a indagação de que “Toda equipe é um grupo, mas nem todo grupo é uma equipe” o assessor da gerência de Programas Externos da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Leonardo Fonseca instigou os participantes a debates pertinentes.

Equipe x Grupos

Para iniciar o conteúdo, Leonardo explicou que existem diferenças entre grupo e equipe. “Trabalhar em equipe é difícil, pois aprendemos durante toda a vida a trabalhar em grupo – apenas diferenciando os gêneros das pessoas e limitando as atividades de cada um”, disse.

Segundo ele, a diferença é que uma equipe deve expressar um propósito em comum. Desde a participação do estabelecimento de metas até a superação dos obstáculos em prol de resultados positivos, juntos. “É preciso compreender e ter atitude para mudar. As equipes são formadas por pessoas e essa união requer conflitos de ideias e não de pessoas”, afirma o assessor.

Na teoria, existem quatro estágios para a formação de uma equipe, mas isso não é uma regra, pois há equipes que, dependendo de sua maturidade, pulam estágios ou estacionam em algum deles. Os estágios são:

  1. Formação: Nessa fase os integrantes são como nadadores hesitantes que colocam apenas os pés na água. Como um funcionário novo.
  2. Turbulência: Quando os colaboradores percebem os desafios e a quantidade de atividades entram em pânico, gerando incerteza em relação à sua permanência na empresa.
  3. Normas: As pessoas começam a trabalhar em conjunto e conviver bem, mas apenas se existir o trabalho em prol de um objetivo em comum.
  4. Atuação: Atuam em sintonia e tornam-se uma unidade eficaz.

Leonardo deixou um exercício para os participantes – conhecer as pessoas dentro da equipe e aproveitar o que cada um tem de melhor. “Não crescemos sem o apoio do outro. É preciso saber respeitar as diferenças, utilizando as potencialidades que cada membro tem a oferecer”.

As barreiras na comunicação também devem ser quebradas para a construção de equipes. A pessoa que transmite uma mensagem (emissor) é responsável pelo entendimento do receptor. Quando a comunicação é eficaz, não há ruídos (problemas) na sua interpretação. “Precisamos  acabar com os preconceitos, como não perguntar e achar que todos entendem as coisas como você”, ressalta Leonardo Fonseca.

Participantes

O executivo do Sindicato do Comércio de Uberaba, Thiago Árabe Castejon participou dos encontros durante o ano. “Devemos trabalhar em equipe, pois atuamos em prol de um bem comum, principalmente para o crescimento de uma entidade sindical”.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Lavras, Caio Goulart, parabenizou a CNC e a Fecomércio MG por promover as atividades do Segs. Segundo ele, a cada encontro é possível aprender e desenvolver habilidades que possibilitam melhores resultados nos sindicatos.

Os representantes de cada sindicato receberam o certificado de participação no programa assinado pela CNC e Fecomércio MG. Leonardo fechou o encontro com uma  frase de Clarice Lispector que retrata bem o trabalho em equipe: “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe”.

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