Para controlar a inflação e iniciar uma trajetória rumo ao centro da meta, a taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) estará mais alta em 2015. Com o fechamento de 11,75% a.a. em 2014, a taxa poderá alcançar o nível de 12,75% até o final de 2015, dependendo, principalmente, das condições econômicas no primeiro semestre do ano.

Na última reunião de 2014, o Copom elevou em 0,5 p.p. a taxa de juros básica. Esta elevação foi a segunda seguida justificada para controlar as pressões inflacionárias.

Conforme ilustra o gráfico acima, a inflação, calculada pelo IPCA acumulado 12 meses, não só apresentou-se acima da meta de 4,5%, mas também sempre esteve próximo ou superior ao teto máximo permitido (6,5%). A questão observada é que a taxa ficou mantida a 11%, mesmo com a informação de que a inflação acumulada iniciava uma trajetória ascendente. A justificativa, na época, era de que havia a possibilidade da inflação voltar a diminuir com a taxa de juros ao nível de 11%, fato que realmente não aconteceu. No entanto, fatores políticos estão mais relacionados a manutenção desta taxa a esse nível, sendo que logo após as eleições, na reunião do dia 29 de outubro, a taxa foi elevada em 0,25 p.p. O “efeito eleições” causou uma inflação alta no segundo semestre de 2014.

Portanto, houve um atraso da resposta do Banco Central do Brasil em relação ao movimento de pressão inflacionária, o que pressionou um aumento de 0,5 p.p. na última reunião do ano e que também pressionará para mais um aumento de 0,5 p.p. no início de janeiro, dado que ainda em novembro de 2014, a inflação acumulada foi de 6,56%. A busca da inflação para próximo da meta (5%) é almejada pelo Banco Central para 2016 sendo que projetam 6,1% para o final de 2015 com o cenário de juros a 11,75%. A área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG prevê 6,38% para a inflação de 2014 e 6,25% para 2015.

As previsões do mercado em dezembro de 2014 apontam que a meta da taxa Selic em 2015 pode fechar em 12,5% a.a. A área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG concorda com esta taxa sendo que dependendo das pressões inflacionárias principalmente relacionadas aos reajustes dos preços administrados e oscilações do câmbio, podem fazer a taxa alcançar o nível de 12,75% no final de 2015.

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