A NFR 2015 continua a todo vapor e as últimas informações do correpondente Gabriel Ivo, economista da Fecomércio MG, destacam alguns dos principais pontos da palestra de Ben S. Bernanke, que foi presidente do FED, o Banco Central americano, entre os anos de  2006 e 2014.

Bernanke começou falando sobre a crise de 2008, que teve momentos críticos, como o caso Lehman Brothers e da AIG e a transição de governo entre Bush e Obama, sendo esse último com interferências significativas nas ações do mercado.

Como se não bastasse esses problemas, Europa e Japão também apresentavam um quadro crítico na época. Segundo Ben, o alinhamento entre os bancos centrais  foi de fundamental importância.

Ele contou que, como não era possível reduzir as taxas de juros, precisava explicar com clareza tudo o que estavam fazendo. O ex-presidente do FED afirma que decidiu escutar diferentes ideias, avaliá-las, até chegar a uma decisão acertada para o momento crítico que enfrentava.

O palestrante relatou que, após a “tempestade”, pode-se constatar que a segurança operacional dos bancos é, hoje, muito maior. A crise, de certa forma, contribuiu para a estabilidade do sistema financeiro, já que a lei Dodd-Frank trouxe reformas significativas, além de regulações com mais transparência e proteção.

Ben S. Bernanke afirmou que a situação financeira dos EUA, atualmente, é melhor que a situação antes da crise, com taxa de desemprego em queda, aumento da renda e da confiança da população. Os salários ainda não aumentaram e ele se preocupa com os países que apresentam dificuldades econômicas, principalmente os europeus. Ben também falou sobre a desaceleração de países como Brasil, Rússia e China, e destacou a iminente dificuldade nas relações internacionais, graças a esse desaceleramento.

O ex-presidente do FED afirma que a recuparação da economia americana teria sido mais rápida se o Congresso não tivesse interferido. Para ele não era o momento de aumentar impostos. “Essa política fiscal foi um fiasco”, acrescentou.

Ben finalizou dizendo que não é o momento para aumentar os juros. Essa medida, segundo ele, deve ser cautelosa, caso contrário, corre-se o risco de uma nova recessão.

Após a palestra do ex-presidente da FED, a equipe da Fecomércio MG participou de outra palestra ministrada por Terry Jones, presidente fundador da Kayak.com e atual presidente do Wayblazer e Jill Puleri, líder de varejo da Oracle Retail Global Business.

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