O aumento do salário mínimo injetará R$ 49 bilhões na economia brasileira, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O ajuste salarial irá melhorar o poder aquisitivo de 60,3 milhões de trabalhadores e a maioria dos favorecidos é de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo a instituição.

De acordo com o economista da Fecomércio MG Caio Gonçalves, a elevação de 8,84% do salário mínimo pode ser favorável para o comércio de bens, serviços e turismo. “O salário mínimo mais uma vez foi ajustado acima da inflação oficial, que fechou o ano em 6,41%. Com um crescimento real, a renda extra para os consumidores pode ajudar a melhorar o desempenho nos setores, já que, segundo pesquisas da área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, em média,  o consumidor tende a gastar 23,1% da  renda que sobra após pagar seus compromissos financeiros em consumo, 28,7% em lazer e 4,7% em turismo.  No entanto, o efeito líquido deve ser levado em consideração, já que muitas despesas correntes do consumidor também são ajustadas, como água, energia elétrica, taxas escolares, telefonia, aluguéis, entre outros”, explica.

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