Com blocos de rua, mobilizações pela internet e animação dos foliões, Belo Horizonte tem visto seu Carnaval renascer nos últimos anos. A capital mineira, apesar de ter vocação para o turismo de negócios, tem investido no período carnavalesco como uma forma de movimentar o mercado no início do ano, que geralmente é de baixa temporada. A expectativa, segundo dados da Belotur, é que até 1,5 milhões de foliões irão às ruas durante o período das festas. Buscando monitorar os preparativos e a atuação do varejo neste feriado, a área de Estudos Econômicos e o Núcleo de Turismo da Fecomércio MG desenvolveram a pesquisa Expectativa do Comércio Varejista – Carnaval 2015.

Neste ano, 26,7% dos entrevistados afirmam acreditar que o Carnaval de rua terá impacto positivo no varejo. Apesar dos 73,3% ainda céticos com eventuais melhorias no movimento do comércio, o número deste ano apresenta um aumento de 9,9% em relação ao mesmo levantamento de 2014. Entre os motivos apresentados pelos mais otimistas estão o aumento de vendas, movimento maior nas lojas e a presença de mais turistas na cidade. Já para os que não têm boas expectativas, entre os motivos apontados está o fato de muitos belo-horizontinos aproveitarem o feriado para viajar, reduzindo o movimento nas lojas.

Para os empresários que esperam vender mais em relação ao último Carnaval, 82,2% acreditam em vendas até 20% superiores a 2014. Os segmentos mais otimistas são os de hipermercados e supermercados, calçados, artigos de viagem, livrarias e papelarias.

Funcionamento

Dos 379 empresários entrevistados entre os dias 26 e 28 de janeiro pela Fecomércio MG, 74,9% afirmaram que abrirão as portas durante o período de festa, sendo que, dessas empresas, 20,9% funcionarão todos os dias. Entre as restantes, 63,5% abrirão na Quarta-Feira de Cinzas a partir de 12h, e 11,8% somente na segunda e quarta-feira.

Para atrair os foliões, os varejistas vão apostar no preço: 52,1% vão oferecer preços promocionais. A decoração com temas da época também é uma estratégia e 15,4% dos empresários afirmam que vão investir na visibilidade do estabelecimento.

Para a analista de Turismo da Fecomércio MG, Mariana Lima, Belo Horizonte tem diversificado sua oferta de atrativos. Se antes o foco no investimento era para atrair o público de negócios, atualmente há um cuidado cada vez maior em promover lazer e cultura, tanto para a população quanto para os visitantes. “É o caso da Virada Cultural, Circuito Cultural Praça da Liberdade e o próprio Carnaval. Muitos empresários belo-horizontinos ainda associam o período carnavalesco à baixa sazonalidade na cidade, mas essa realidade está mudando”, analisa.

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