Pelo segundo mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2010. O índice registrou quedas de 6,1% na comparação com o mês passado e de 11,9% em relação a março de 2014. O indicador está em 110,6 pontos e permanece ainda acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível ainda favorável.

Tal índice tem impacto direto no comércio. Segundo Luana Oliveira, Supervisora de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, o índice mede a propensão de compra do consumidor, tanto para o consumo corrente quanto o consumo futuro, como viagens. Essa diminuição é um indício de que o consumidor está sofrendo as consequências do atual cenário econômico.
A Análise Endividamento do Consumidor, realizada mensalmente pela Fecomércio MG, mostrou que o endividamento de fevereiro em relação a janeiro na capital mineira aumentou em 1,5 p.p mostrando que o consumidor está com sua renda mais comprometida. “Além das dívidas de início de ano, os produtos estão mais caros diminuindo o seu poder de compra na recente conjuntura”, comenta Luana.

O cenário não está favorável para os consumidores e nem para os empresários. “É necessário agir com cautela, é um ano de ajustes, de retração. O consumidor precisa organizar suas contas e ficar atento para não perder o controle de sua renda. Em contrapartida, o empresário deve focar nas ações que possam atrair os consumidores às lojas como descontos, promoções e mix de produtos mais baratos”, finaliza Luana.

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