Falta menos de um mês para o fim da prorrogação do prazo dado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em acordo com o Ministério das Cidades, para que se torne obrigatório o uso do extintor automotivo com carga ABC em todos os veículos automotores que circulam no território nacional. Mas há novamente o risco de muitos motoristas saírem prejudicados pela escassez do produto no mercado. A exigência entraria em vigor inicialmente no dia 1º de janeiro, mas por causa da falta de disponibilidade do produto nas lojas, os órgãos se viram obrigados a estender o prazo até 1º de abril.

“Quando um produto está em falta e há uma grande demanda, a resposta natural do mercado é elevar os preços. Sabemos que muitos fabricantes e distribuidores ainda nem sabem informar quando poderão atender a demanda dos empresários, por isso é muito grande a probabilidade de que os consumidores não encontrem os extintores ABC antes do prazo ou que precisem pagar um preço maior”, explica o economista da Fecomércio MG Caio Gonçalves.

Para o especialista, causas de caráter cultural e sazonal estão na origem do problema. “Há um fator cultural que se reflete tanto na falta de planejamento dos produtores, que podem não ter avaliado corretamente o tamanho da demanda, quanto dos consumidores, que deixaram para se adequar tardiamente a uma regra que foi publicada em 2009. Mas a escassez também foi reforçada com o período das férias de dezembro e janeiro, quando muitos motoristas – inclusive aqueles que compraram veículos em 2010 já com o extintor adequado vindo da fábrica, aproveitaram a época para comprar ou renovar o produto”, garante.

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