A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta “crescimento zero” no número de vagas abertas pelo setor comercial em 2015. Essa avaliação tem como base o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que alcançou 93,9 pontos, representando queda de 7,7% em março ante fevereiro, já computados os ajustes sazonais.

Para a CNC, contribuem para o cenário, que deve durar até o fim de 2015, a ausência de melhora na economia e na queda da demanda interna, além do desaquecimento do mercado de trabalho. A projeção da entidade para o volume de vendas do comércio varejista restrito deste ano deve diminuir e, com essa provável redução, o empresário não terá estímulo a abrir novas vagas.

Para o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, o atual contexto para as vendas no comércio corrobora a avaliação da CNC: “Estamos em um ano de ajustes e o governo fará o possível para colocar a economia nos trilhos. O objetivo é alcançar a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e evitar que a alta inflação persista. ” No entanto, segundo Almeida, o mercado não está confiante de que isso vá ocorrer ainda neste ano, tanto que a expectativa demonstrada no último boletim Focus, do Banco Central, é de que a inflação ficará muito acima da meta de 4,5% (8,20%) e o PIB apresentará retração (-1,01%), além do superávit primário não atingir o percentual do PIB desejado (0,9%).

“Esse cenário de expectativas deterioradas, alta taxa de inflação, juros elevados e desaceleração do mercado de trabalho contribuem para a queda no volume de vendas e reforçam o pessimismo do empresário.”

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