Quase no fim do primeiro semestre de 2015, o cenário econômico ainda não deu sinais de recuperação, conjuntura com reflexos diretos do comércio.  De acordo com a Análise Mensal do Comércio Varejista, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, o mês de abril segue tendência de queda para o setor em Belo Horizonte: 59,1% dos empresários tiveram um faturamento pior do que o apresentado em março, e viram suas vendas cair, em média, 28,2%. A receita de abril, comparada ao mesmo período do ano passado, melhorou para apenas 15% dos entrevistados, e mesmo assim, com resultados abaixo das expectativas. Eles esperavam um incremento de 57,8% no mês passado, mas a média foi de apenas 21,2%, uma diferença de 36,6 pontos percentuais (p.p.).

Entre os segmentos que mais faturaram em abril, o segmento de vestuário ficou com o primeiro lugar com 7,3%, seguido pelo de calçados (2,4%) e produtos alimentícios (1,9%).

Em relação aos estoques no final de abril, 61,9% dos empresários fecharam o mês no ponto ideal, 2,6 p.p. acima do número apurado em março. Isso ocorreu, segundo o economista da Fecomércio MG Guilherme Almeida, porque parte do empresariado se planejou e comprou uma quantidade menor de produtos do que estava acostumado a adquirir de seus fornecedores. Ainda sim, 27,7% disseram que fecharam o mês com sobras nos estoques.

Contornando a situação
Tentando amenizar o período fraco, com cenário de vendas muito abaixo do esperado desde o início deste ano, 62% dos comerciantes da capital realizaram liquidações e promoções em abril, como uma tentativa de atrair consumidores às lojas, e 69% dos empresários vão continuar com essa estratégia em maio.

“É importante que o empresário saiba como oferecer esses descontos, atraindo os clientes às compras, aliando preço e qualidade, oferecendo vantagens para pagamento em dinheiro, entre outras ações que fazem a diferença para o consumidor fechar o negócio”, explica Guilherme.

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