Segundo a Pesquisa Mensal do Emprego, divulgada no dia 28 de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego atingiu, em março, 6,2% para o conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas*, índice 0,3 ponto percentual (p.p.) superior ao mês de fevereiro e 1,2 p.p. a mais ao observado no mesmo mês de 2014.

Para o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, ainda que o aumento no desemprego seja comum nos três primeiros meses do ano, o elevado percentual apurado em março é reflexo da baixa atividade econômica observada em 2014. “O ano passado foi marcado pela estagnação, com a economia crescendo apenas 0,1%. Essa queda na atividade econômica, traduzida como redução na produção, faz com que seja necessária uma menor quantidade de mão de obra empregada. O aumento do desemprego reflete em menor renda disponível para o consumo e, somando esse fato às restrições de financiamento e obtenção de crédito, teremos menor crescimento da economia.”

Em Belo Horizonte, o índice de desocupação chegou a 4,7% em março, 0,2 p.p. a menos que o observado em fevereiro, e 1,1 p.p. a mais do que o mesmo período de 2014. Porém, como ressalta Almeida, “apesar de o desemprego ter sofrido uma baixa na comparação mensal, o rendimento médio do consumidor caiu 3,1% em relação a fevereiro. Isso pode ser reflexo, por exemplo, de uma pessoa que foi demitida e se empregou em outra vaga com um salário menor”. Ainda para o economista, os processos de ajustes adotados a partir do fim do ano passado contribuem para esses índices preocupantes e não têm previsão para voltarem a melhorar.

*As seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE foram: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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