Em reunião com os principais membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil (BCB), o Conselho de Política Monetária (Copom) decidiu, no último dia 3, aumentar a taxa básica de juros (Selic), atualmente firmada em 13,75%. Considerado um dos principais instrumentos na política de combate à inflação, o aumento dos juros vem com consideráveis contrapartidas, como o enfraquecimento da atividade econômica.

Na ata da 191ª reunião, divulgada no dia 10 de junho, o BCB expôs os principais motivos que levaram ao aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.) na Selic. “Essa elevação já era esperada pelo mercado financeiro, pois o Banco Central havia sinalizado que continuaria a aumentar os juros para baixar a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2016”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Essa foi a sexta alta seguida promovida pelo Conselho e, ainda assim, a inflação persiste em elevados patamares, chegando a 8,47% em maio, no acumulado em 12 meses. “Existem meios para se combater a alta inflacionária que vão desde uma política fiscal eficiente até a desregulamentação de salários. A tentativa de controle pela Selic escolhida pelo BCB atinge direta e negativamente a atividade econômica. A alta dos juros está impactando o consumo: demanda fraca, baixo investimento e confiança abalada refletem no mercado produtor e na população, com a elevação do desemprego.”

Na ata da reunião, o Copom reiterou que os avanços ainda não são suficientes e é preciso manter o foco nessa questão. “Certamente o mercado ainda espera novas altas na Selic. Mas é preciso manter a sintonia para que o objetivo seja alcançado”, completa Almeida.

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